Frase de Gilberto Damiani Martins
E então tudo acaba sem um motivo claro, a outra pessoa vai embora, e você tem que fingir não ligar, e seguir em frente.
No pensador.ai desde
E então tudo acaba sem um motivo claro, a outra pessoa vai embora, e você tem que fingir não ligar, e seguir em frente.
No pensador.ai desde
"Pra quem entende um olhar, meia palavra basta, e um sorriso, pode falar"
O tempo é rei, e no reino dele ninguém fica ferido pra sempre.
Era só saudade Já vi saudades de todos os tipos, saudades de um ente querido que se perdeu, saudades da mãe que está a uma semana longe, saudade do pai, saudade do irmão, do amigo e até do cachorro, por todos os cantos do mundo e em todas as eras que já passaram ou ainda estão p…
Era só saudade Já vi saudades de todos os tipos, saudades de um ente querido que se perdeu, saudades da mãe que está a uma semana longe, saudade do pai, saudade do irmão, do amigo e até do cachorro, por todos os cantos do mundo e em todas as eras que já passaram ou ainda estão por vir, ninguém cujo arrisca por seus pés neste planeta, estará livre deste sentimento, mas existe uma saudade cuja a dor é inexplicável, cuja gerações conseguintes tem experimentado, a saudade mais dolorida, que é a saudade de quem ama. Saudade dos beijos, do cheiro, da pele. Saudade da presença, do brilho no olhar de cada um, dos sorrisos e até das discussões. Você podia ficar na sala e ela no quarto, sem se verem, mas sabiam que estavam próximos. Você podia ir para o centro da cidade tomar um sorvete e ela para o dentista, mas sabiam onde estavam. Você podia ficar o dia sem vê-la, ela o dia sem vê-lo, mas sabiam que amanhã se veriam. Contudo, quando o amor de um acaba, ou torna-se menor, Ou quando alguém ou algo não deixa que esse amor siga, que seja a distancia; Ao outro sobra uma saudade que ninguém sabe como deter. Saudade é basicamente não saber. Não saber se ela ainda usa aquela saia. Não saber se ele continua sem fazer a barba por causa daquela alergia. Não saber se ela ainda fica noites em claro admirando a lua, nem mesmo se ele ainda pensa nela quando olha as estrelas. Não saber mais se ela parou de comer e tomar, besteiras como prometeu; se ele continua preferindo suco; se ela continua preferindo refrigerante; se ele continua sorrindo com aqueles olhinhos apertados; Se ela continua com aquelas covinhas lindas quando sorri, se ele continua sempre sabendo o que falar, se ela continua dançando daquele jeitinho atrapalhado que o deixa todo bobo; se ele continua cantando e tocando tão bem; se ela continua detestando o MC Donalds; se ele continua amando; se ela continua a chorar até nas comédias. Saudade é não saber realmente de nada! Não saber como encontrar tarefas que lhe façam pensar em outras coisas; Não saber o que fazer com os dias que ficaram mais compridos; não saber como frear as lágrimas diante de uma música; não saber como vencer a dor de um silêncio que nada preenche. Saudade é não querer saber se ela está com outro sem que se saiba, que está fazendo ela rir, ou apenas rindo com as amigas, e ao mesmo tempo querer. É não saber se ele está feliz, e ao mesmo tempo perguntar a todos por isso... É não querer saber se ele está mais magro, se ela está mais bela. Saudade é não saber se quem te ama sente sua falta; Saudade é saber que vai reencontrá-la e ainda assim doer; Saudade é isso que senti enquanto estive escrevendo e o que você, provavelmente, está sentindo agora depois que acabou de ler...
O Tempo. Disse, com tom irônico De quem escuta,
O Tempo. Disse, com tom irônico De quem escuta, No silencio da sutileza, Todas as certezas do universo; Disse como quem já sabia, Mas com o medo de não saber, Disse baixinho, Com a calma de quem compreende, Ensinou-te a acertar devagarzinho, Quando só o que sabias, Era persistir em não saber. Disse sem medo do que ia dizer, Mas disse com calma, Pois temia que não suportássemos Tudo de uma só vez. Dizer-te vai, com a ternura de um sábio, Que mesmo em silencio, Tudo consegue expressar, É derradeiro que entendamos, Os gritos mudos que ele dá, Ao pé de nossos ouvidos, Com intensos chacoalhares sutis, ou não, Tende a querer apenas tentar nos fazer despertar, Para uma realidade, todavia tão mais REAL. A simplicidade de existir, Coexistente a complicação de viver, E é o que nos torna humanamente: NÓS, Afinal, o que seria de nós, Se por devaneio do destino, Ele não nos fizesse, Sermos definitivamente, Nós.