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Frase de Cyroxz

Dessa vez eu vou falar sério. Sem piada, sem exagero, sem fingir que tá tudo bem. Eu paro, penso, respiro e tento lembrar de quem eu era quando era mais novo, quando o bairro inteiro já conhecia meu nome não por mérito, mas por bagunça. Aquela época em que a rua era extensão de casa e o juízo claramente tinha tirado férias. Eu olho pra trás e até tento dar um significado bonito, dizer que era liberdade, infância, energia demais. Mas a verdade é que era só eu sendo eu: barulhento, inquieto e convencido de que nada tinha consequência. Cada esquina guardava uma história, quase nunca uma boa ideia. Só que… não dá. Eu não consigo manter esse tom sério por muito tempo. Porque falar sério sobre isso exige maturidade, e eu ainda rio lembrando das fugas, das risadas abafadas, dos olhares tortos dos vizinhos. Eu tento parecer reflexivo, mas minha memória faz questão de me entregar. No fundo, eu sei que era imaturo demais pra entender limites. E talvez ainda seja imaturo demais pra falar disso sem sorrir. Porque aquele garoto bagunceiro ainda mora aqui dentro, só que agora ele pensa um pouco mais antes de aprontar. Às vezes. Eu cresci, mudei, aprendi algumas coisas. Outras eu só disfarcei melhor. O bairro já não escuta meu nome com tanta frequência, mas as lembranças continuam andando pelas mesmas ruas. E o final não é sobre arrependimento nem sobre saudade. É só a constatação de que eu não virei um adulto sério e certinho. Virei alguém que olha pro passado, balança a cabeça e pensa: eu não sabia o que tava fazendo… e, sendo sincero, ainda não sei. — Cyrox

Cyroxz

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Fonte e informações de autoria

Pensador.com

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Outras frases de Cyroxz

É engraçado como, aos 19 anos, eu aparentemente já vivi mais romances do que um protagonista de novela das nove. Pelo menos é isso que dizem por aí. Segundo as fofocas, eu sou infiel, mulherengo e emocionalmente indisponível. Tudo isso sem nem sair muito de casa. Um talento raro,…
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É engraçado como, aos 19 anos, eu aparentemente já vivi mais romances do que um protagonista de novela das nove. Pelo menos é isso que dizem por aí. Segundo as fofocas, eu sou infiel, mulherengo e emocionalmente indisponível. Tudo isso sem nem sair muito de casa. Um talento raro, reconheço. As pessoas falam de mim como se estivessem narrando um documentário. “Ele é assim”, “ele faz isso”, “cuidado com ele”. Às vezes eu fico até curioso pra saber em qual episódio eu perdi essa parte da minha própria vida. Porque, sinceramente, se eu fosse metade do que falam, eu estaria cansado demais pra responder mensagem. O mais divertido é a confiança. Não é “acho que”, é “tenho certeza”. Fonte? Vozes da cabeça, provavelmente. Um viu algo, contou pra outro, que aumentou um detalhe, que inventou o resto. Quando chegou em mim, eu já tinha três amantes, dois corações partidos e uma fama que eu nem pedi. Dizem que eu sou mulherengo, mas esquecem de mencionar que eu me apego fácil, fico ouvindo áudio longo e ainda mando “chegou bem?” depois. Infiel, então? Mal consigo organizar minha própria vida, imagina manter vidas duplas. Isso exige planejamento, e eu ainda erro até horário de compromisso. No fundo, eu rio. Rio alto. Porque enquanto tem gente gastando tempo criando versões minhas, eu tô aqui vivendo a versão real, cheia de falhas, confusões e zero roteiro. Se falassem menos de mim, talvez sobrasse tempo pra cuidarem da própria bagunça. Então deixo falarem. Que falem muito. Que inventem, que fofiquem, que cochichem. Eu viro piada deles, eles viram piada minha, e a vida segue. Afinal, se aos 19 eu já sou lenda urbana, imagina aos 30. Eu só espero que, até lá, as histórias fiquem melhores. — Cyrox

Tenho 19 anos e, sinceramente, se relacionar com alguém mentalmente instável é tipo comprar um pacote surpresa às três da manhã. Você nunca sabe o que vem, só sabe que vai mexer com o psicológico. E o pior? Eu entro achando que sou o equilibrado da história. Spoiler: não sou. É…
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Tenho 19 anos e, sinceramente, se relacionar com alguém mentalmente instável é tipo comprar um pacote surpresa às três da manhã. Você nunca sabe o que vem, só sabe que vai mexer com o psicológico. E o pior? Eu entro achando que sou o equilibrado da história. Spoiler: não sou. É assim: num dia tá tudo ótimo, conversa profunda, clima leve, aquele sentimento bom. No outro, silêncio total. Aí eu fico encarando o celular como se fosse um enigma: “ok, visualizou… mas não respondeu… será que eu fiz algo ou só parei de existir emocionalmente?” O mais engraçado é que eu sempre penso: “dessa vez eu dou conta, dessa vez eu vou ser maduro”. Não dou. Em pouco tempo eu já tô acordado tarde demais, ouvindo música triste e refletindo sobre decisões que claramente não pensei direito. Relacionar com alguém assim é virar terapeuta sem formação, paciente sem tratamento e, às vezes, o próprio problema. E eu, com meus gloriosos 19 anos, achando que compreensão resolve tudo. Resolve sim, confia. Eu entro tentando ser calmo, racional, compreensivo… e saio mais confuso do que cheguei. No fim, somos dois tentando entender quem tá pior da cabeça. Um debate eterno que não leva a lugar nenhum. Mas vou admitir: tem um certo charme. A intensidade, o drama, a sensação de que tudo é grande demais. Só que cansa. Porque amor não deveria parecer um teste psicológico diário. No resumo final, se relacionar com alguém mentalmente instável me faz rir de mim mesmo, refletir demais e aprender do jeito mais cansativo possível. E rir de mim mesmo ainda é a parte mais saudável disso tudo. Assinado: um jovem de 19 anos que claramente não aprende rápido, mas pelo menos tenta manter o senso de humor — Cyrox

Eu olho pro meu passado e rio. Rio porque se eu não rir das minhas próprias brincadeiras, alguém vai e provavelmente já riu. Quando eu era mais novo, o bairro não era só onde eu morava, era meu palco. E eu, humildemente, era a atração principal. Não pedi esse talento, nasci com e…
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Eu olho pro meu passado e rio. Rio porque se eu não rir das minhas próprias brincadeiras, alguém vai e provavelmente já riu. Quando eu era mais novo, o bairro não era só onde eu morava, era meu palco. E eu, humildemente, era a atração principal. Não pedi esse talento, nasci com ele. Cada rua guarda uma memória que eu claramente ajudei a criar. A bola que sempre caía no quintal errado (coincidência nenhuma), a campainha tocada e a corrida digna de atleta olímpico, as reuniões improvisadas na calçada que terminavam em bagunça sem plano e sem motivo. Tudo extremamente organizado dentro do caos. Eu não fazia brincadeira pequena. Se era pra aprontar, era com criatividade. Se era pra irritar, era com estilo. Os vizinhos não sabiam meu nome completo, mas sabiam exatamente quem eu era. Ícone local. Lenda urbana em construção. O melhor é lembrar da confiança. Eu tinha certeza absoluta de que nada dava errado se ninguém fosse pego. E quase nunca éramos. Quando éramos, vinha aquele discurso interno: “relaxa, isso vai virar história”. E virou. Sempre vira. Hoje eu crio memórias rindo das antigas. Eu exagero? Óbvio. Mas se eu não valorizar meu próprio legado, quem vai? Aquela bagunça toda virou repertório, virou risada, virou aquela frase clássica: “cara, lembra daquela vez?”. Lembro. Como esquecer? No fim, eu não me arrependo das brincadeiras. Elas me deram histórias, cicatrizes pequenas e um ego levemente inflado. Eu não era só mais um moleque do bairro. Eu era o moleque que fez o bairro ter assunto por anos. E sinceramente? Se um dia alguém escrever sobre aquela rua, meu nome pode não estar lá… mas minha bagunça com certeza vai estar. — Cyrox

Se eu parar pra pensar em todos os amores que já passaram pela minha vida, eu quase dou risada antes mesmo de começar. Tenho 19 anos, então, sinceramente, não é como se eu tivesse um currículo amoroso gigantesco, mas intensidade nunca faltou. Se faltasse, eu provavelmente teria i…
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Se eu parar pra pensar em todos os amores que já passaram pela minha vida, eu quase dou risada antes mesmo de começar. Tenho 19 anos, então, sinceramente, não é como se eu tivesse um currículo amoroso gigantesco, mas intensidade nunca faltou. Se faltasse, eu provavelmente teria inventado. Teve o amor que chegou prometendo tudo e foi embora em duas semanas, mas deixou lembrança pra um ano inteiro. Teve aquele que parecia filme, com trilha sonora imaginária e tudo, e que acabou do jeito mais real possível: visualizado às 02:17 da manhã. Clássico. Teve o amor tranquilo demais, que não deu frio na barriga, mas deu paz. Na época eu achei chato. Hoje eu entendo. Ou quase entendo. Também tiveram os amores confusos, que não sabiam o que eram, mas tinham certeza de que queriam complicar. A gente ria, brigava, fazia as pazes, brigava de novo, e no final dizia “a gente se fala”, sabendo muito bem que não ia se falar nada. E tudo bem. Ou pelo menos fingia que estava tudo bem. Teve amor que me ensinou a gostar de músicas que eu nunca ouviria sozinho, séries ruins que eu defendia com unhas e dentes, e comidas que eu jurei que odiava, mas comi só pra agradar. Amor jovem é isso: você perde um pouco da dignidade, mas ganha boas histórias. Os ruins também contam. Principalmente eles. Os que machucaram, os que mentiram, os que me fizeram prometer que nunca mais ia gostar de ninguém… até a próxima pessoa aparecer cinco dias depois. Esses amores doeram, mas deixaram algo útil: senso crítico e algumas piadas internas que só eu entendo quando lembro. No meio disso tudo, teve risada, teve choro escondido no banheiro, teve mensagem apagada antes de enviar, teve coragem exagerada e covardia disfarçada de maturidade. Teve eu achando que sabia amar e eu descobrindo que não sabia nada. No fim das contas, todos esses amores, bons ou ruins, passaram por mim como quem bagunça um quarto e vai embora. Alguns levaram coisas importantes, outros deixaram lembranças, e teve quem esqueceu algo essencial: um pedaço de quem eu era. Hoje, aos 19, eu olho pra trás e rio. Rio de mim, principalmente. Porque, no meio de tanta confusão, eu vivi. E se amar desse jeito meio torto é errado, então tudo bem. Eu erro rindo. — Cyrox