Frase de Karina Megiato
Hoje eu estava correndo e tive uma percepção. Meu cadarço estava desamarrado, e alguém me avisou: “Seu cadarço está desamarrado.” Porém, eu já havia percebido. Agradeci e continuei a minha corrida. Logo mais à frente, outra pessoa me informou: “Moça, seu cadarço está desamarrado.” Mais uma vez, eu agradeci e continuei correndo, sem parar para amarrar. Sabe por que eu não parei para amarrar? Toda vez que eu paro no meio de uma corrida para amarrar o cadarço, é muito difícil voltar. Fico com o cardio completamente exausto, meu condicionamento físico cai. Porém, eu tinha consciência de que, com o cadarço que eu estava, ele não ia enroscar no tênis, pois era curto. A corrida estava confortável e segura naquelas condições. Ou seja, eu tinha percepção do porquê não queria parar, das condições do meu cadarço e, principalmente, de qual era o momento adequado para parar. As pessoas que estão do lado de fora sempre vão dar palpite sobre a sua caminhada. Nem sempre é por mal, mas, na visão delas, querem contribuir com a sua jornada, mesmo sem você pedir. Se você tem um objetivo e sabe para onde vai, sabe também os momentos de fazer suas pausas. Você passa a ter consciência de que a opinião do outro, que está de fora, não interfere. O outro não conhece suas dificuldades, suas dores, suas limitações e muito menos a sua corrida. A pessoa que está de fora tem uma perspectiva diferente, um ponto de vista baseado nas próprias experiências. Assim como na corrida, na vida também precisamos definir a nossa trajetória. Entender que, muitas vezes, há momentos e obstáculos que te convidam a parar. Mas, se você tiver clareza sobre para onde vai, a jornada passa a ser leve e satisfatória, mesmo com tantos desafios. Onde você deseja chegar? Sua mente é o seu único limite. Cuide bem dela. 16/04/2022 19h32 Karina Megiato
No pensador.ai desde