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Frase de Rozilda Euzebio Costa

A LIBERDADE DO OUTONO Enquanto caminhamos de mãos dadas pelas ruas, Tingidas com as cores amarelas e alaranjadas do outono, Vamos libertando da árvore da nossa vida, As nossas cálidas e amareladas lembranças, Um cenário tingido por um tempo, Que não voltará nunca mais, Recordações que, de certa forma, Foram importantes em nossas vidas, São nossos retalhos de momentos vividos, São memórias minhas, e são memórias tuas. Sem impor força ou qualquer resistência, As folhas frágeis e amareladas do outono, Aceitam a liberdade a elas imposta, Frágeis, deixam-se levar ao sabor dos ventos, Depois, vão pousando lentamente na terra, Deixando-se adormecer placidamente, Fazendo com ela, uma comunhão, Terra e folha, juntas, em comum transformação. Como essas folhas, são as nossas lembranças, Elas se vão, libertando-se espontaneamente, Para adormecerem caudalosamente, Em algum canto da nossa existência. Lá, no cais do porto, nas orlas de um mar azul turquesa, Um barco ancorado já nos espera para partir, Dentro dele, estão nossas bagagens mais importantes, São nossos novos sonhos, para uma vida nova, Envoltos de uma esperança firme e forte. E renascidos das cinzas, como a imortal Fênix, Seguimos vitoriosos, para um novo viver, Assim, nos despertam novas forças, E aliado ao nosso mais puro amor, Que nunca esteve ausente de nós, Trocamos olhares demorados e cândidos, Com a certeza de que, foi este amor, a nossa maior riqueza. É chegada a hora de romper horizontes, e contemplar novas alvoradas, Em nós, não existe o medo de olhar para trás, Para dizermos adeus, a um tempo gasto, que agora é passado, Que vive congelado, nas imagens dos dias idos, E preso, nos relógios de longas jornadas findas. Não existe mais a dúvida de dar novos passos adiante, Porque é chegado o tempo de navegarmos novos mares, De atravessarmos novas fronteiras, de sobrevoarmos novos céus, De abrirmos no coração, um espaço para outras histórias, De construirmos na mente outras memórias, De vivermos e criarmos coisas novas, Em outras paragens, em outras grandes jornadas. 05.10.2016

Rozilda Euzebio Costa

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Pensador.com

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Desigualdade (Indiferença Social) Você está feliz, é bem verdade, Não tem culpa de tantas tristezas, E males da humanidade, Mas você é parte deste mundo, Que batalha por igualdade. Você está feliz, vive a sorrir e a sonhar, Eu vejo embora não me vejas, Talvez você sinta medo, Até de tocar-me as feridas, Mas saiba que a maior ferida que carrego, Está no mais profundo de minha alma, E ela você não consegue ver. Porém seria bom você se lembrar, Que do mesmo ar que você respira, Também eu vivo a respirar. O céu te parece lindo? A mim também parece belo, Mas debaixo de todo este céu, Ninguém se importa pra onde estou indo, Se estou chorando ou se estou sorrindo.

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Deixe Deixe o vento soprar em sua direção, Pode ser que ele passe por você e te faça um grande bem, Levando com ele todas as dores e angústias do teu coração. Não expulse as gaivotas que passeiam a beira mar, Elas não estão ali porque o mar é solitário, Mas porque o mar lhes agrada e lhes atrai, E o mar com as gaivotas se torna mais bonito de se apreciar. Não corra contra o tempo, porque o tempo não faz sentido, O tempo é apenas uma invenção, Ele é originado pela luz e pela escuridão. Se tudo fosse luz quem haveria necessidade de relógio? Bastaria viver a vida sem ter esta preocupação. Deixe que as palavras se libertem do teu coração, Não lhes acorrentem, elas precisam ganhar o eco da liberdade. Deixe-as sair e manifestar-se, deixe-as respirar, Uma palavra sufocada pode morrer de solidão.