Frase de Isabel Morais Ribeiro Fonseca
COMO CARNE CRUA Andas ancorado à minha cintura Como um barco que se apega ao mar Eu velejo como que se o silêncio Me dissesse tudo o que sei Vivi entre as ansiedades mais profundas Na sede intensa, de um suor quente Da fome súbita, consumida por luas Devasto os sentidos através dos dedos Segurando a cruz do teu amado corpo Velejo nas sombras da nudez do oceano Como carne crua onde nos amarrámos A nós mesmos, no convés do nosso navio Entre a escravidão do nosso salgado beijo Somos fome, somos desejo, cegos de nós Com a verdade nos olhos de quem vê com fé.
No pensador.ai desde