Frase de EdsonRicardoPaiva
Cortinas Pendem majestosamente Por sobre as minhas janelas Aquelas que de vez em quando se abrem E que às vezes vedam meu olhar à esmo A seu bel prazer Completamente soltas e concretamente absortas No controle daquilo que nós mesmos Podemos ou não saber Acerca da vida da gente Cortinas que se sobem finas Pra depois quedar pesadamente No seguinte instante Assemelhando-se ao véu da noite Enluarado Céu O semblante do outro lado da Lua Finalmente é revelado Escondendo assim os rostos das pessoas cujos passos Eu ouço vir lá da rua Em plena madrugada Cortinas que se fecham Pro teatro milenar da vida Onde a imensa maioria das pessoas Não diz e nem quer dizer nada Quase todas escritas a giz Mas as flores são sempre aplaudidas E as dores, eternamente repetidas Porque sempre existe os que não as entenda ou cultive a ideia de que sejam lindas Avermelham-se os horizontes Em pores-do-Sol sem iguais Subterfúgio do destino Inato esconderijo Oculta o momento exato Que termina a vida Seguindo cegamente em direção Ao momento em que somente A mão do destino descortina O tecido muito fino Carregado de mistérios Determinada a cumprir A cada um conforme a própria sina Assim pendem, sublimes Por sobre as janelas que escondem A cada enredo e próximo ato Apagando luzes aos segredos Que a muitos arquitetos Nem chegam a ser assim... Secretos. Edson Ricardo Paiva.
No pensador.ai desde