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Frase de Alessandra Bernardes

Equilíbrio elementar O Fogo, que aquece, ilumina e uni os seres com sua aura de encanto e poder, é o mesmo que queima e transforma em cinzas tudo que se submeta a ele, e mesmo assim o respeitamos e adoramos. A Água, fluida, cheia de vida, nada pode ser mais essencial, parte maior de tudo que vive, é a mesma que inunda, invade e dissolve tudo sobre o efeito do tempo, mesmo assim, não há erro em seu curso. Todo desvio, força, movimento ou paralisia nos são naturais e sagrados. O Vento, por vezes fresco sobre o despertar da manhã, morno a luz do meio dia, cheiroso e manso ao alvorecer, gélido em madrugadas vazias, é o mesmo que devasta sem piedade tudo e qualquer coisa que se coloque a sua frente em um dia de fúria, e mesmo assim, toda vez que nos toca a pele nos faz sentir vivos e únicos. A Terra, essa que nos sustenta, equilibra e acolhe. Forte como braços de mãe, garantindo segurança e provendo sustento, transformando semente em alimento, suportando nosso peso e morada, é a mesma que soterra, enterra e transforma tudo pó, e mesmo assim, terra amada. O Ser-humano, esse que ama, cuida e cria, o que procria, governa e reina, ser que pensa, decide e faz, é o mesmo que odeia, abandona e mata, o que domina e extermina, ser que enlouquece, se perde de deixa de ser humano. O Equilíbrio, ponto central entre dois polos opostos, morada da harmonia, eixo de sustentação, fiel da balança, é o mesmo que pende e desaba sobre o que pesa em predomínio. Fogueira e incêndio Chuva e tempestade Brisa e furação Montanha e avalanche O pêndulo da vida não para, entre ida e volta o equilíbrio se faz, num ciclo infinito no qual os sábios balançam sem aflição.

Alessandra Bernardes

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Pensador.com

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Mulheres epiléticas As mulheres da minha época estão confusas, quase epiléticas Assombradas com a falta de ética Com a correria frenética Essa correria decadente, latente Tudo porque inventaram uma história para a gente Uma história de alguém que nunca estará presente Alguém realmente inexistente Desejo ardente de alguém, aquele ser que contaram para gente Então, a gente reinventa a gente.

⁠Noite Paulistana Sem pretensões, apenas uma noite qualquer, paulistana Noite que começa a luz do dia, que escurece aos poucos
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⁠Noite Paulistana Sem pretensões, apenas uma noite qualquer, paulistana Noite que começa a luz do dia, que escurece aos poucos Ela vai te inebriando e soltando as amarras que precisam estar fortes em outras horas Enquanto a cerveja vai se misturando ao sangue o riso fica mais fácil, as palavras não pedem licença para sair da boca e você vai se revelando bem do jeito que é Saem anjos e demônios, vomitamos verdades e afirmamos mentiras da quais não abrimos mão, questão de sobrevivência A noite tem cheiro e gosto de cerveja, de vários tipos, temperaturas e intensidades As conversas, elas variam tanto quanto essas opções. De repente a insatisfação te invade e você se vê expulso daquela atmosfera, é como se faltasse ar Então, busca-se oxigênio em outras paragens Mais intensas Mais escuras Mais verdadeiras E lá, nessa nova caverna, você mergulha com estranhos, em conversas profundas, questionamentos constrangedores e revelações surpreendentes Você olha a sua volta e afirma, são apenas efeitos, da noite, paulistana Noite precoce Intensa Despretensiosa Uma noite qualquer, paulistana.