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Frase de Katiana Santiago

ADIAR Adiar alegrias é como guardar para mais tarde toda poesia que o coração ousou sonhar. Adiar alegrias é juntar cada grão de qualquer triste realidade e permitir que virem miragens para nos assombrar. Adiar alegrias é deixar de observar a anunciação que faz o dia, um espetáculo bom ou ruim, mas que ainda nos deixa vivos aqui. Adiar alegrias é negar-se por inteiro e deixar os remendos da rotina dominar, é pautar-se pelos medos, e estranhar-se no espelho de si mesmo, buscando uma fuga que inclina a alma para qualquer lugar. Adiar alegrias é retornar para qualquer dia, repetindo a triste sina sem alternação. Adiar alegrias é não viver para colher o dia, é deixar de se encantar e se entregar a monotonia do tempo que nos rouba nossa juventude audaz. Adiar alegrias é perder o momento, é sepultar a semente ao vento e depois querer colher no ar. E no adiamento dos risos, só restará lembranças vazias e uma “embarcação naufragada” que a duras custas ficou abandonada, esquecida, suspira e ainda é inspirada e reflete sobre as cargas sustentadas, trazidas e levadas pelo porto do coração que se perderam, mas apenas no”alto mar” da distração. Katiana Santiago

Katiana Santiago

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Pensador.com

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Outras frases de Katiana Santiago

A libido é uma espécie de ciframento que o organismo encontra na tentativa de realizar o irrealizável, o material inconsciente clama por um escape.
O que se procura? se na forma mais obtusa a busca já destinou seu fim... E se o navio atraca no mar e repousa para descansar, cessam as grandes navegações. Na procura a alma não deve ter “cura”, deve viver entre a bravura, a loucura e uma candura muito mais que pura.
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O que se procura? se na forma mais obtusa a busca já destinou seu fim... E se o navio atraca no mar e repousa para descansar, cessam as grandes navegações. Na procura a alma não deve ter “cura”, deve viver entre a bravura, a loucura e uma candura muito mais que pura. O que move o navio são as ondas e o ventos, assim devem ser desbravados os pensamentos, de caminhos incertos alegria e solidão... O que se procura se ao achar perdeu-se o encanto e as curvas tão certas tornaram se em prantos de vazios inestimáveis em caixas tão grandes fechadas com a ilusão. O que se procura no contentamento contente se é tão inerente toda falta de um coração. A alma é um navio que não pode aportar, deve viajar por longos mares, inquietar, inquietar...