Frase de Matheus Henrique Carneiro Pinto Ruiz
Num canto de cordel eu vou cantar, De amor, de dor, de querer bem, "Você é fogo que chama", hei de começar, "É água da minha sede", ao seu desdém. É o suspiro que escapa sem avisar, No vasto mar do amar, ao luar eu sou refém, Seu nome é doce que não posso parar de chamar, Com sabor de dendê, amor que a vida contém. Eu sou a luz a guiar por onde tu vais, Mas sua sombra me cobre, escura e furtiva, Na senda do amor, sempre dou mais, Na espera de um carinho, minha alma cativa. Abraço o vazio, esperando um sinal, Ligo e recaio no silêncio de tua ausência, Mensagens flutuam em um espaço virtual, Sem retorno, sem eco, só a minha insistência. Amo sem garantias, coração na mão, Será que aceitas este amor, ou é em vão? Foi sorte ou esperança, essa minha condição, De te ter na minha vida, ou apenas ilusão? Devo eu persistir, ou abrir meu coração, Para um novo amor, outra direção? A sinceridade, dizem, é a chave da libertação, Ser só, mas ser inteiro, sem viver de expectação. Em versos de cordel eu ponho meu sentir, Entre linhas de esperança e de desistir, Amor que seja livre, pronto a partir, Que a vida é pra frente, é preciso decidir.
Matheus Henrique Carneiro Pinto Ruiz
No pensador.ai desde