Frase de Samuel Eduardo Fortes
Metrô Uma Odisséia Urbana No ventre sombrio da terra, a multidão se acotovela Corpos exaustos, almas inertes, a esperança que se revela Nos rostos, a marca do cansaço, do tempo que se arrasta E a melodia do silêncio que nos basta Nos vagões, a solidão se agiganta Cada um em seu canto, perdido em suas fantasias Olhares vazios, palavras sussurradas E a sensação de que a vida nos ignora e nos distancia Nos túneis, a escuridão nos engole E a voz do abandono ecoa Somos sombras errantes, perdidas no labirinto Buscando um fio de luz, uma razão, direções Nas estações, o tempo se suspende E a multidão se transforma em um mar de rostos Em cada um, uma história, um drama E a certeza de que a vida nos prega tantos gostos Mas, no meio do caos, a esperança renasce No metrô A vida pulsa E a poesia Floresce
No pensador.ai desde