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Frase de Pablo Gabriel Ribeiro Danielli

A pedra que caiu do céu Às vezes quando não se tem nada é preciso arriscar tudo para poder ganhar, mesmo que pouco, mesmo que migalhas, pois quando as mãos estão vazias, o vento não pode ser o único peso para carregar. Muitas vezes é preciso desprender-se de tudo que é supérfluo mesmo que isso signifique ficar nu, não de roupas, mas de pensamentos, orgulho, amor e ódio. Nem todas as nossas certezas, adquiridas através dos intermináveis dias, na rotina dos anos, na repetição de erros, nem elas, nem ao menos estas poucas são o suficiente para nos tirar do ostracismo mental, acabamos sendo pegos de surpresa com o tamanho da nossa alienação, e ficamos ainda mais espantados ao descobrirmos que a maioria gosta de estar desta forma. Existe uma fábula quase arcaica, que se chamava a pedra que caiu do céu, aonde se mostra toda a alienação de uma sociedade, quase que primitiva pelo seu pensar. O lugar era tomado pelo nepotismo, o poder estava corrompido, existiam muitas falhas na cidade e a população era controlada por banalidades midiáticas. Tudo absolutamente tudo era de uma organização caótica, assim todos viviam, pois era instaurada tal ordem. Dizem que certa noite, um motorista ao voltar do trabalho foi pego de surpresa, um forte barulho no capo do seu carro e tudo parou de funcionar. Saiu assustado e se deparou com uma grande pedra, aonde a fumaça saia indicando que ela vinha do céu! Pronto, foi o suficiente para uma histeria a nível global, mídia, políticos população, uma alvoroço sem precedentes, todos questionando e produzindo teorias absurdas sobre tal fenômeno. Foram semanas e meses em cima do assunto, enquanto os problemas da sociedade só pioravam, enquanto a população era definitivamente afundada em mais e mais distrações. Até que em um determinado momento, alguém questionou, porque tanto alvoroço em torno de uma pedra? Porque tanta importância em algo que não nos revelara nada? E assim com a primeira pergunta outros foram tomados pela duvida! Vendo que o foco das atenções estava sendo mudado, quem se viu ameaçado tento colocar outra forma de chamar atenção, novas banalidades, mas o caminho estava feito, não havia mais volta e vendo isto tentaram comprar o silêncio e vendo que a voz já estava livre nos becos da cidade tentaram repreender e por fim prender. A pedra inicialmente foi instrumento de distração na mão de quem manipula, algumas pessoas percebendo seu formato, usou-a para instrumento de libertação, tão antigo quanto a terra, tão necessário quanto o ar. A pedra com sua forma defeituosa, feia, sem graça, sem cor, sem voz, assim como a pessoa que a observou, ao abrir os olhos, se tornou forte, belo e indispensável. Esta fábula representa bem a nossa sociedade hoje, somos alienados, somos dispersos e estamos sendo manipulados, a nossa pedra é justamente os programas vazios, o circo armado em torno de coisas pífias. Precisamos nos despir das certezas impostas e do ciclo vicioso do poder. É necessário domarmos a pedra, aprender a usa-la e com isso mudar a sociedade.

Pablo Gabriel Ribeiro Danielli

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Fonte e informações de autoria

Pensador.com

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Despertar “Depois daquele dia, decidiu que nada mais escreveria para ela, pois se o amor pode lhe ferir ao invés de fazer-lhe sorrir, não poderia demonstrar tais sentimentos por alguém tão frio. Jurou por Deus, que jamais as flores pagariam por tal pecado, hora morno, hora um a…
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Despertar “Depois daquele dia, decidiu que nada mais escreveria para ela, pois se o amor pode lhe ferir ao invés de fazer-lhe sorrir, não poderia demonstrar tais sentimentos por alguém tão frio. Jurou por Deus, que jamais as flores pagariam por tal pecado, hora morno, hora um amor sem laços, desatou a fita que lhe vendava, podendo assim, sentir a verdade. E por vezes a verdade faz arder até mesmo o mais puro sentimento. Com um pouco do que sobrou em seu copo, gole a gole, experimentava os arranhões, ali tão presentes, que insistiam em sair de sua alma, tornando as lágrimas um dia azedas em presente tão doce. Coube distribuir apenas o que restou para o mundo novo, sorriu e sorriu, meio amarelo, de canto e sem graça, como quem diz que depois de palhaço, resta apenas distribuir risadas. Tamanha foi sua sorte, que não poderia imaginar, em sua pequena platéia, mesmo com um espetáculo tão sem graça, alguém admirou seu sofrer.”