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Frase de Clara Medeiros

Você sempre preferiu sorvete de morango, lembra? Toda a tarde tomando o mesmo sabor de sorvete, sem cansar. Sempre sentávamos no banquinho ao lado da enorme árvore e ficávamos lá por várias horas jogando conversa fora; Você falando sobre o quanto meu time estava ruim no campeonato e eu só rindo, porque não queria brigar com você. A gente ria do formato das nuvens, da sujeira que eu fazia em minha roupa por não conseguir tomar o mísero sorvete direito e você só de riso largo pra mim. Riso tão lindo, meu bem. Sempre atualizávamos nossas manhãs de notícias, até jornal nós líamos juntos. Como agora é tudo tão estranho, menino! Sento-me no mesmo banquinho todo santo dia, com o sorvete de morango que você tanto gosta na mão, com o jornal no colo, a espera do teu riso… Mas você nem aparece mais. Mudou-se sem deixar endereço, nem avisou que partiria. Deixou-me a esperar por tão perfeita rotina. Agora, começo a manhã sem disposição, nem me incomodo mais em guardar uma camiseta reserva, porque sei que não melarei mais a que visto. Nem fico mais procurando um animal que defina a forma das nuvens e nem me preocupo em sentir-me bem. Quando você foi embora, acabou esquecendo-se de me ligar pra pedir que eu me esforçasse para dar um sorriso sem ti por perto. Esqueceu de me dizer que foi amor e que continuaria sendo amor, ou até que me escreveria, mas nada me chega, a não ser o vento e as nossas lembranças. Eu estou sempre aqui, menino, dormindo pra embarcar em meus sonhos contigo, esperando tuas palavras, apelidos, todo teu amor em forma de carinho. Só espero de ti o mesmo riso largo de antes, e o mesmo “eu te amo”, enquanto tomamos o velho sorvete de morango.

Clara Medeiros

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Fonte e informações de autoria

Pensador.com

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- E como a senhorita deseja seu café? - Doce, por favor. Porque de amarga já basta a minha vida.
Essas pessoas acham que sabem o que é o amor, e saem por ai criando conceitos, achando mesmo que o amor é aquilo o que elas dizem, e sinceramente: Acho isso muito irritante. Uma vez, uma garotinha que caminhava sozinha pelo parque sentou-se ao meu lado e perguntou-me o que era o…
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Essas pessoas acham que sabem o que é o amor, e saem por ai criando conceitos, achando mesmo que o amor é aquilo o que elas dizem, e sinceramente: Acho isso muito irritante. Uma vez, uma garotinha que caminhava sozinha pelo parque sentou-se ao meu lado e perguntou-me o que era o amor. Quando retruquei a pergunta, ela disse que o amor era o pior sentimento que existia, que ele só fazia machucar. Passei a mão na cabeça daquela pobre pequena, que com aquela tão pouca idade, já tinha um conceito tão duro e ruim sobre o amor. Sorri para ela e lhe respondi com firmeza: “Amor é um sentimento lindo, querida. Nos faz sentir especiais e adoça o coração, e existem vários tipos de amor: Amor de mãe, amor de amigo, de Deus… Mas tem um tipo de amor que faz a gente se apaixonar até por um cara parado na esquina, e este, diferente dos outros, trás consigo um pequeno problema: Muitas vezes, o cara parado na esquina não sente o mesmo, e isso pode machucar muito, mas também não quer dizer que só por isso o amor em si é ruim! Nada disso! Quem faz o amor se tornar ruim são as pessoas que não sabem amar.” A menina sorriu, pediu obrigada e pulou do banco, voltando para seu caminho. E quando lhe perguntei para onde ela ia, me respondeu sorrindo: “Vou ensinar as pessoas a amar de verdade!”, e desde aquele dia, eu soube que nem todos vão pensar que o amor é o que inventam, e sim, que é o sentimento que adoça e amarga o coração. Tudo por causa da garotinha, eu espero!