Frase de Telmo Cordeiro
ÂMAGO Jojó puto de 14 anos que ao invés de uma esferográfica tem uma catana em suas mãos e seus pés descalços nessas matas que amedrontam a elite despreparada A minha alma ficou na aldeia O que é que assegura as nuvens lá em cima ? Neve e nuvens assemelham-se Energias transcendendo as forças terrenas Homens escravizados, correntes nos pulsos dos escravos, ouro do colono Eu voltei para a cidade Pelo prazer o homem inala o pó e ao pó há-de voltar Pegadas humanas marcadas na mata, não na lua Corpos banhados e purificados no riacho de pedras O balde de açúcar dado pela sereia à mulher dos panos amarelos Mi-Sosos deixadas pelos ancestrais A minha alma ficou na aldeia Deduzi que o nosso espírito transforma-se em estrela no "pós-vida", quando tudo se finda... quando é que tudo se finda ? Mas, o que é o espírito ? e a alma, o que é ? Eu voltei para a cidade A vida é tão curta, procuro apenas a simplicidade Conversando com o meu coração ele revelou-me que tu és a mulher certa Se não forem biblícas podem ser pseudo-revelações Inimigos exteriores são contos de fadas A verdadeira batalha é a luta contra os nossos defeitos A minha alma ficou na aldeia Vazio é o prato, estafado é o corpo, condenado é o homem que nasce na aldeia Aldeia desiluminada, água das pedras infetadas pelo vírus da desumanidade Desumano sou eu que voltei para cidade, como se nada eu tivesse visto A minha alma ficou na aldeia Jojó puto de 14 anos ainda sem comida no prato, uma escola digna, nada de melhor para a família água potável e sem energia Apenas reza pela comida no prato e o ar fresco
No pensador.ai desde