Frase de Abraham Schneersohn
Aqui, cada emoção é sacerdócio, cada lágrima, um rito oculto, cada impulso, uma esfinge que guarda o nome secreto do despertar. Somos, então, harpas da gravidade invisível, vibrando entre o abismo e a aurora, entre o punho da raiva e a palma do afeto, entre a sombra que fere e o verbo que liberta. A tristeza — carvão para o ouro. A alegria — sol que canta sob a pele. O medo — vigia e labirinto. A culpa — espelho que sangra quando se nega a olhar. Não somos senhores do sentir, mas portais por onde o sentir se revela. E o caos, tão temido, não é ruína — é catedral em construção. No ventre da dor germina a lucidez. No silêncio do trauma, a chave. No desequilíbrio, o mapa. Na dúvida, o mestre disfarçado. Que tua alma, ao ler-te, não tema as marés que a erguem ou afogam — pois toda emoção, quando escutada com reverência, é alquimia. E todo caos, quando acolhido com presença, é caminho.
No pensador.ai desde