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Frase de A. Zarfeg

Zarfeguiana Te amo porque te amo No São João sou capaz De me queimar todo na Fogueira elétrica No Natal me visto de Papai Noel E saio distribuindo Mimos às criancinhas No Dia dos Namorados Faço declarações ridículas Só pra te agradar! Não preciso esconder Meus parcos sentimentos De ninguém Muito menos de ti Meus versos têm sabor De pera Maçã E água com açúcar Que estás esperando? Vem no meu disco voador Me dá um beijo quente Sê minha musa decadente Que um poeta Pouco original Pode te oferecer Exceto um filho virtual?

A. Zarfeg

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Pensador.com

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A inspiração é o momento em que os mortais experimentam também – por que não? – o maná dos deuses. Um instante muito especial. Mágico. O conceito de inspiração, contudo, vem mudando no tempo e no espaço. No século XIX, ela “baixava” no poeta – ou melhor, no vate – na forma de espírito, bênção ou dom. De lá para cá, o verbo inspirar ficou mais fácil de ser conjugado. Felizmente, “se inspirar” ficou mais acessível ao eu e ao tu, líricos ou não. Moderno, Fernando Pessoa escreve com a imaginação e não com o coração. Moderníssimo, João Cabral enfatiza a técnica em detrimento do lirismo. Quem vai negar que, à sua maneira, tanto Pessoa quanto Cabral são poetas inspirados e criativos? Certo é que uma boa motivação – que pode vir duma musa, situação ou acontecimento pessoal – ajuda e muito no ato de escrever prosa e, especialmente, versos. Assim, estou convencido de que o texto literário é resultado da equação emoção/técnica, com predomínio desta sobre aquela. Sem vice-versa.