Frase de Isaac Ramoan
Prometemos eternidade com lábios feitos de vento. Corpos que se desfazem no tempo sonham com o sempre, como se a areia pudesse segurar o mar. Mas é na brevidade que mora a liberdade. Quando aceitamos a morte como vizinha, a vida deixa de ser prisão e vira dança. Ser é ser por instantes — e isso não é pouco, é tudo. Pois quem abraça o efêmero conhece a eternidade que cabe num agora.
No pensador.ai desde