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Frase de Sou_Cah

Ela aprendeu cedo que as coisas crescem devagar. As sementes não gritam para serem plantadas. Elas apenas esperam, quietas, debaixo da terra escura. E quando a chuva vem, elas não perguntam se a chuva é verdadeira. Elas simplesmente se abrem. Ela é assim. Ela plantou palavras bonitas no peito dele. Cuidou como quem cuida de um jardim. Regou com silêncios, com perguntas, com poemas que ele nunca leu em voz alta. Mas ele, coitado, é um homem de ação. Ele não sabe que a terra precisa de tempo para florir. Ele acha que amor se resolve com presença, com café quente, com a mão firme na hora do aperto. Ela não quer que ele resolva. Ela quer que ele veja. Que ele veja o mofo crescendo no canto do coração dela. Que ele veja as folhas amareladas de solidão. Que ele pergunte: "O que você está sentindo, minha terra?" Em vez disso, ele traz um vaso novo. Ela sorri. Agradece. Coloca a terra nova no vaso. Mas o que ela queria mesmo era que ele sentasse na terra com ela. E ficasse em silêncio. Porque o silêncio, quando é compartilhado, é a chuva mais profunda. ... coisas sobre Ela e Ele

Sou_Cah

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Fonte e informações de autoria

Pensador.com

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Outras frases de Sou_Cah

Seria quase um sonho terminar o dia assim… nas suas mãos, que parecem saber onde o cansaço mora, no seu cheiro que me encontra antes mesmo de eu me explicar. Deitar no seu peito… ouvir seu coração e o ritmo da sua respiração, como se o mundo inteiro, por um instante, resolvesse…
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Seria quase um sonho terminar o dia assim… nas suas mãos, que parecem saber onde o cansaço mora, no seu cheiro que me encontra antes mesmo de eu me explicar. Deitar no seu peito… ouvir seu coração e o ritmo da sua respiração, como se o mundo inteiro, por um instante, resolvesse desacelerar comigo. E então… adormecer no seu abraço. Não por exaustão, mas por entrega. Como quem, finalmente, não precisa vigiar nada, nem sustentar força, e tampouco "segurar o dia nas mãos". Adormecer ali, sentindo seu corpo presente, firme, quente… como um lugar seguro onde eu posso simplesmente existir. Talvez nem seja sobre a massagem... talvez seja sobre encontrar em você um lugar onde eu possa descansar de mim. Mas hoje eu só vou dar uma volta e aproveitar um pouco de silêncio. Mesmo assim… ficou em mim essa vontade simples: de um abraço sem pressa, de um colo que acalma, de alguém que, baixinho, me diga que vai ficar tudo bem." ... coisas sobre Ela e Ele.

No mínimo, Ela se deixaria atravessar por cada paisagem. Como quem não passa, mas fica. Tentaria fotografar. Não só com os olhos, mas com aquilo que n’Ela sabe sentir cada instante que, em milésimos de segundo, lhe rouba o ar ou abre seus olhos em espanto manso… daqueles que Ela…
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No mínimo, Ela se deixaria atravessar por cada paisagem. Como quem não passa, mas fica. Tentaria fotografar. Não só com os olhos, mas com aquilo que n’Ela sabe sentir cada instante que, em milésimos de segundo, lhe rouba o ar ou abre seus olhos em espanto manso… daqueles que Ela nem quer entender, só permanecer. Esse momento é rápido, é muito breve. Talvez dure um “click”. Mas, quando acontece, já não é mais do mundo — é d’Ela. E fica. Fica nos cheiros que não se explicam, nas cores que não se repetem, nos sons que atravessam sem pedir licença, na música, no barulho, no sol, no vento, no corpo… E foi exatamente esse pequeno pedaço de eternidade que escolheu morar dentro d’Ela. De repente, Ela olharia para o lado… (quero dizer, para frente… é mais provável, rs) e veria Ele. E, então, tudo faria ainda mais sentido. Ficaria ainda mais bonito… não, bonito não. SU BLI ME. ELE. A pessoa que tornou tudo isso possível, com uma dedicação silenciosa e uma entrega que não se mede, só se percebe, se nota. E Ela… talvez não dissesse nada. Só agradeceria. Pensando bem, Ele seria a paisagem da qual Ela não conseguiria (nem por vontade própria, caso existisse) desviar o olhar. E, sim… acho que Ela estaria aproveitando. Na verdade… vivendo. ... coisas sobre Ela e Ele

Ela não escreveu para que mudasses. Ela escreveu para que Ele a visse, a lesse. E não é uma queixa. É um convite para Ele escrever sobre si– sobre Ela, sobre Ele e Ela, sobre o ‘Nós’ sendo construido. Não é um ultimato. É um limite interno e silencioso, que ela não quer que cre…
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Ela não escreveu para que mudasses. Ela escreveu para que Ele a visse, a lesse. E não é uma queixa. É um convite para Ele escrever sobre si– sobre Ela, sobre Ele e Ela, sobre o ‘Nós’ sendo construido. Não é um ultimato. É um limite interno e silencioso, que ela não quer que cresça. A campainha toca muitas vezes n'Ela. Mas por querer ficar desta vez, Ela está com medo de não correr mais para abrir. Então Ela fica ali, do lado de dentro, observando se Ele entra ou se apenas toca e vai embora. Qualquer das duas respostas é uma resposta. Mas só tem uma que Ela deseja. ...coisas sobre Ela e Ele