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Frase de Dores Pungentes

Gosto muito de observar. Ás vezes, saio por aí, caminhando com um bloco no bolso, só pra descrever a atmosfera em papel. Ás vezes um dia claro, com riscos de chuva. Um choro de bebê ecoa por toda uma praça. Uma menina que fuma um cigarro com medo de ser vista. Um garoto que provavelmente está com fome, e estuda a melhor forma de assaltar essa garota que fuma. Melhor sair daqui. Nessa outra rua, o movimento é diferente, as vozes dos vendedores confundem-se com sons de anúncios de lojas. Maravilhosamente enlouquecedor. Entro num bar, sento-me e começo a observar. Uma mulher que está furiosa por ter derrubado café na sua camiseta branca. Dois bêbados que riem da mulher. Um rapaz bem apessoado, que está sentado lá atrás, calado. Pela minha vã experiência, diria que ele não teve um dia bom. Provavelmente, brigou com a namorada, se ele tiver uma. Decido ir ao banheiro, chegando lá, observo meu reflexo no espelho, e comigo mesmo, penso "Se alguém fosse descrever-me, o que diria?" Voltei para o bar com a minha imagem na cabeça e comecei a escrever no bloco "Uma moça bem apessoada, parece ter uns 24 anos. Mas, apesar de sua pouca idade, parece bem sofrida. Seus olhos são fundos, como se não dormisse bem. Ela é agitada, pois está sempre olhando para os lados. Seus cabelos estão negros estão presos, e parece que ela não os cuida muito bem. Suas roupas parecem gastas, e ela tem uma expressão triste no rosto. Uma expressão de escritor, que tenta grafar seus sentimentos em papéis. Parece ser solitária, solteira, provavelmente" Surpreendi-me, com minha própria análise de mim mesma, mesmo achando que talvez eu tenha sido bondosa comigo mesma, pois creio que meu estado atual esteja bem pior do que o descrito.

Dores Pungentes

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Fonte e informações de autoria

Pensador.com

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Outras frases de Dores Pungentes

Por onde anda minha calma? Por onde anda minha paciência? E minha criatividade? Para onde se esvaiu? Não tenho mais alma. Não tenho mais inteligência. O que nunca deixei levarem de mim, foi meu pobre coração. mas ora, quem iria querer esse resto de caco? Um coitado, que tanto já…
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Por onde anda minha calma? Por onde anda minha paciência? E minha criatividade? Para onde se esvaiu? Não tenho mais alma. Não tenho mais inteligência. O que nunca deixei levarem de mim, foi meu pobre coração. mas ora, quem iria querer esse resto de caco? Um coitado, que tanto já foi pisado, descartado, meu pobre coração. Hoje, encontra-se em pedaços, nessa longa estrada, perdi partes do meu coração, partes que nunca, nunca consegui reaver. Ah, meu pobre coração está tão destruído, tenho tanta pena dele. Tem noites, que o meu coração sente falta das partes que perdemos nesse caminho, então ele dói. Ele chora, ele chora com falta de cada parte que largamos sem perceber nessa longa estrada. Meu coração sente falta do carinho, um pedaço importante que perdemos. Meu coração sente falta da emoção, que tanto prezava! E que perdemos também. Meu coração sente falta daquela menininha boba que ele gostava de iludir. Ah, pobre coração, aquela menininha não aguentou, e morreu no caminho, e então, outra tomou seu lugar, uma menina fria, malvada, cheia de ruínas internas, sem sonhos, seca, mentalmente desequilibrada, mas que anseia por um amor. A menina é fria, porque ela foi magoada. Ela finje não ligar, mas ela liga. Ela finje não desconfiar, mas ela desconfia. Ela finje não se importar com as partes que seu coração deixou na estrada, mas, ah! Ah! Como ela se importa, como ela sente falta, como ela queria que a menininha ainda morasse dentro dela! A menina fria anseia amor, um amor que esquente por dentro. mas esse nunca vem, e menina fria sente-se frustrada. Sente-se mais frustrada ainda, ao ver o corpo ressequido da menininha na estrada. Deitada, ressecada de tantas lágrimas que derramou. Chorou tanto, que secou. Morreu de sede, uma chamada amor.

Eu não gosto do silêncio. Porque eu sinto como se estivesse completamente sozinha, inteiramente sem ninguém. Eu não gosto das horas, pois, na maioria das vezes, eu fico contando pra ver quanto tempo falta pra eu poder te ver de novo. Eu gosto de chuva. O barulho dela é algo acalm…
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Eu não gosto do silêncio. Porque eu sinto como se estivesse completamente sozinha, inteiramente sem ninguém. Eu não gosto das horas, pois, na maioria das vezes, eu fico contando pra ver quanto tempo falta pra eu poder te ver de novo. Eu gosto de chuva. O barulho dela é algo acalmante, ao menos pra mim. É como se essa enxurrada levasse todos os meus problemas; E eu gosto de você, porque você sua voz não deixa o silêncio existir. Perto de você, não preciso ficar olhando as horas. E eu não preciso da chuva, porque quando você tá perto de mim, já não tenho mais problemas pra enxurrada levar.