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Frase de Ricardo Branco

Eu olho para a rua E tudo parece errado, Foi macumba ou hipnose, Mas eu fui enganado. Camuflam a miséria, Montam um cenário, Estão todos a serviço de um rei imaginário. Comprar mais uma vida, Para trocar por um espaço mais baixo que o chão, Roubar, palavra estranha para afirmar; O que fazem dentro dos portões do céu. Sem querer, Caí no mundo sem ninguém ver, Faço o que posso para viver, E sempre toco as nuvens pra entender. Já não sei o que posso pegar sem pedir, Eu tenho exemplos, Mas quais eu devo seguir? E quais as mentiras que eu quero ouvir?

Ricardo Branco

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Fonte e informações de autoria

Pensador.com

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Nada que eu use, Nada que eu tome, Nada resolve,
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Nada que eu use, Nada que eu tome, Nada resolve, Nada te consome, Tua presença disfarçada de ausência não some, E tudo que era anterior ao sentimento inferior fica, E me complica, E me corrói com um lapso que não se explica, E a ferida ainda é rica De tantos cortes dentro de si mesma, Que nenhum remédio nela se aplica, A minha promessa ainda está viva, Dentro do nada, Existente no tempo, Em que alguma coisa de bom ainda havia. Nada que eu use, Nada que eu tome, Nada resolve, Nada... Nada te consome...

Segura a mão mais um pouco, Você não precisa mais dar nenhum passo em falso, Já sabe que tudo é o contrário do que deveria ser,
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Segura a mão mais um pouco, Você não precisa mais dar nenhum passo em falso, Já sabe que tudo é o contrário do que deveria ser, Ninguém mais tem o velho e bom caráter que costumavam ter. Pelo menos agora nada mais te impressiona, Ser pego de surpresa virou brincadeira de criança, Que de tão previsível que ficou, Nem te corrompe, nem mata, Não te tira do sério, não te faz absolutamente Nada... Segura a mão aí, Só mais um pouco, Você não precisa dar mais um passo em falso, Nem sair correndo feito louco. Só segura a mão aí mais um pouco...

A escola de Olavo Bilac Geneviéve estudava em uma escola Que ficava numa velha cidade do interior,
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A escola de Olavo Bilac Geneviéve estudava em uma escola Que ficava numa velha cidade do interior, Todo dia andava até ficar cansada, E seus pés doíam como no dia anterior. A escola tinha nome de poeta, Também tinha pátio, também tinha professor, Geneviéve só não gostava da inspetora, e muito menos do diretor. Todo dia tinha aula E toda aula uma história, E toda história tinha doutor, bandido E até o poeta com o nome da escola. De tardezinha Geneviéve voltava para casa, No rosto, um sorriso que nunca se fechava, Já esperando um novo dia, Uma nova história, A via láctea...