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Frase de Sueli de Souza Pinto

DESEJOS Ouso pedir uma varanda que, do alto da montanha generosa descortine milhares de faceiras nuvens. Ao cair da tarde quero o verde e o vento, e uma árvore cúspide de frutos que se adensem amarelos no chão. Sei que sou efêmera e ignorante, mais sábia é a lagarta que, de si, se encobre em beleza e casulo. A ciência do voo ignoro e invejo, ser pássaro é pretensão para o futuro, rasgar o céu em asas cortantes, banhar-me na água friinha que brota da pedra sob os pés. Ah, sossego como te desejo, plantar canteiros, ler, ouvir música, bordar, costurar, escrever, cozinhar, ler, tirar o pó dos móveis, ter um gato sobre o sofá ronronando calmo,, e eu passando, como os dias passam, deslizando pela vida diária de afazeres, perdendo as formas para ganhar doçura. Sutis pretensões que se adelgaçam nos brancos fios de meus cabelos, que sob a tinta ocultam meu tempo que passa. O que ardia em mim está silente por sob a capa madura para colheita e dentes e há em mim uma eterna semente que suspira no afã de expor-se ao Sol feliz da vida os galhos abertos em cruz para o céu à espera da chuva de verão deliciosa que já se apronta para descer! (suelidesouzapinto)

Sueli de Souza Pinto

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Fonte e informações de autoria

Pensador.com

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PADRINHOS Há uma fé enorme na rebelião dos justos
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PADRINHOS Há uma fé enorme na rebelião dos justos e a glória será sempre dos que na arena sangram, enquanto os omissos se escondem na latrina dos favores políticos.

BONS CONSELHOS Nunca fui vítima de conselhos ou o que seja. Caminhos indicados, já percorridos, nada inauguram,
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BONS CONSELHOS Nunca fui vítima de conselhos ou o que seja. Caminhos indicados, já percorridos, nada inauguram, e ao que é óbvio servem. Custa-me ouvir calada o que é de cada um, dispenso bulas, receitas, mapas, bússolas. Perder-me sou capaz sozinha. A educação nos torna dóceis até às apóstrofes, nos põe calados, ninando respostas mesquinhas, pois ainda que, antipáticos às palavras, queremos conservar respeito por quem as diz. Daí então em muda espera, calamos em nós a exposição pública de crenças, credos e mazelas. Melhor assim, olhar as andorinhas, invejar voo e pouso. Ouvir asneira em pasmada calma, ainda que nos ensine o apontar a ignorância, põe-nos a salvo da mesmíssima dificuldade, pois o que havia para se consertar, continua errado e cheio de inverdades. Aprendo de outra forma. Bem me sei ignorante, mas sei também dos tolos que, de modo algum querem o que lhes vira a direção. Ao aprender dispenso esse pedaço, vou devagar com algum sentido. Devagar e com delicadeza. Plantei sinais no que bifurca - escolha minha, meu destino - a ninguem alugo cérebro e decisão pois já não posso, nem quero seguir pela vida dando a outros a soberana posse da opinião! (suelidesouzapinto)

Na onda da maré cheia é o mar que te enleia, minha amiga, quase sereia.
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Na onda da maré cheia é o mar que te enleia, minha amiga, quase sereia. Na praia do sol que amola, a areia é calor de pura marola, em teu decote sem gola, em tuas coxas de gala. A onda rola, enrola, roda um baile em sala aberta, e você toda se evola na canga de voil ou cambraia, na luz que estala solar, você é a rainha da praia!