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Frase de Matheus José

⁠RUA DO SOL Recife, Há quanto tempo não sai do meu pensamento. Me consome da alma ao coração, Transborda lágrimas em meus olhos E deixa minha vida sem cor. Recife, Eu que conheci tuas histórias, Tuas bravas conquistas, Tuas batalhas incessáveis, Hoje virei teu prisioneiro. Eu que conheci tuas belezas, Do castelo ao teu Marco Zero, Do rio ao mar, Hoje só vejo solidão. Recife, Tuas pontes só ligam meus desesperos, Teus museus só contam a minha própria história, Teus monumentos são retratos de dias que já se foram. Nas ruas antigas e boemias eu vivo, Me afundo às vezes no Capibaribe, às vezes nas tuas águas salgadas, Mas não consigo me encontrar. Na Rua do Sol, de eternos escuros, foi o último beijo, último olhar. Foi lá que parti de olhos marejados e hoje vivo na Rua da Saudade. (não a Rua do Recife, mas a Rua da Saudade que habita em mim). Recife, Há quanto tempo não sai do meu pensamento.

Matheus José

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Fonte e informações de autoria

Pensador.com

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⁠Entre tantas perdas, feridas e buracos na alma, os ombros acostumam a carregar a cruz. E a dor, que já era peso morto aos olhos que vê de fora, se tornou morto aqui dentro também. E então, o amanhã é só uma penitencia por estar vivo. Durante o dia, o coração macula a raiva de si, dos outros, do mundo, da vida. Durante a noite, todo o mundo desaba sobre um corpo inútil na cama, e não tem música, livros, bebidas, que consiga ressuscitar um coração falecido.