Frase de Tereza Duzai
Amar não é amor Quando eu era menina, nunca me esquecerei, nunca me esquecerei do assombroso Dia das Almas. Os pensamentos invasivos, as noites silenciosas, vidas e passados revisitados. Sinto falta de Pedro.../Sinto falta de Átila, de Breno, Rui, Célio, Guto.../?... Todos no mesmo dia... Uma queda só, um abismo só... Deus sabe o que faz. Venha e observe: não há sequer uma estrela visível, mas elas estão lá. Algumas aparecem pouco, raramente, estão distantes, porém, são os pontos luminosos pelos quais meus olhos procuram, e, quando os encontram, a luminosidade que emitem os confundem. Uma desgraça perturbadora. É quando surge aquele desconforto aterrorizante, dezenas, centenas de outros pontos flutuam furtivos, persistentes, visíveis mesmo a pálpebras cerradas. Parecem ameaçadores, deveria evitá-los. A fuga nunca foi uma opção, mas sou induzida pelo desconforto a recuar para algum lugar escuro, desorientada, tateando objetos; eu sei o que vem depois e nunca os procurei por inocência, ou instinto científico. Por que o faz? Há uma acne em sua testa. ['*']. Pontos brilhantes desaparecem; fazem isso com pouca sutilidade e aparente desdém. . . . . ... É quando me sinto desgraçada, obscurecida por uma sombra densa, pesada. Também é quando meus pensamentos oscilam, se confundem entre calafrios. Sinta! Meus batimentos cardíacos diminuem, aumentam - ofegantes e agonizantes. Quando eu não mais respirar... Quando será? Estou frágil, preciso repousar, ela está chegando, ela e as náuseas. Por que as procura? A quem? As estrelas arrogantes. Atente às modestas. Estou condicionada à dor das belezas mortais. Não morrerá por isso. Morrerá? Morreremos: eu e você. <> E Tábata? Tábata sobreviverá ao milho, às minhocas, às pedras? Gostaria de perpetuar a vida de minha querida Tábata. Ela me presenteia com ovos saudáveis. Tudo parece rotineiro em sua vida. É uma criatura dócil, oportuna, sempre discreta e humilde. Tábata morrerá. Quando? Quando sua fome superar seu amor. Eu nunca a comerei. Há muitas fomes neste mundo. Seria demasiado inoportuno falar sobre esse mal natural enquanto nosso tempo nos reduz à distância. Gosto do cheiro de sua voz, da aflição pulsante em meus tímpanos, de sua respiração egoista. Nossos sentidos flutuam, divergem... Isso, talvez, preserve a acidez de uma saudade inevitável. =÷= = Você viu a beleza da queda? Sim, estou emocionada. Como descrever a morte cadente? .?. Preciso ver Paula, mandar um beijo para Lúcia. Elas estão atrás da lua. Da lua? Não a vejo desde ontem. Os dias têm sido nublados. Você sabe: nem sempre sol, nem sempre chuva, frio, calor... Mas sempre, e sempre, haverá alguma sombra onde pisar. Sim. E borboletas a voar Será o casulo uma alternativa inviável? \\ Uma visão sinistra de eternidade.
No pensador.ai desde