Frase de Jean Carlos B. Cezar
Loucos, os pobres homens que contentam-se só com o contente; Miseráveis, mesquinhos, patrões que só o que brilha é o relógio do pulso que finge ser de ouro; Mundo pobre, mundo rico, mundo nosso e de apenas alguns donos; Minha perdida noite, onde o som da cigarra foi substituído pelo assombroso ruído dos carros; Até minha manhã, choro de rir com as cinzas nos meus olhos; Mundo mudado, mundo falado, tão desconversado; Quem deu permissão para o mundo torna-se nisso? Fingir ser verdadeiro é tão falso quanto ser falso; Criamos uma selva para esconder nossa coragem e habitar os nossos medos; Como o ontem era bom, mundo meu, meu mundo mudou; Desesperados os passos, sempre mais largos, 100km/h é pouco, o salário é pouco; Ah o sol, algo que parece que está apenas no céu, acho que poucos sabem disso; Pobre estas faces humanas que se perdem na multidão, tentando achar o bilhete para pegar o metrô; E esses arranha-céus, aranharam o nosso céu; E esquecemos-nos de olhar as esquinas, o único caminho que conhecemos é o da gaiola, que em outros tempos se chamava casa; Volta mundo meu, espero deitado no meu quarto só pra ver quando eu vou poder contar de novo as estrelas; JC
No pensador.ai desde