Frase de Guilherme Niemeyer
Pardal Enxergo a tudo, menos a mim Faço cartas perdidas ao retalho Amasso, rasuro, agoniando aqui Jurando parar — sou delas tão fácil Rasguei minhas palavras ridículas Em pedaços caros de cetim e cedro Valha, meu Deus, como viver assim? Qual o sentido da vida estando cego? Foi apenas o que me resta partir — restando ver a quem prometeu E jurou viver por mim, se esvaindo Em meus palcos, lamento abraços Chorei tempestuoso a foto Não sou pobre, ao engano, agia De olhar os olhos seus, poéticos Mudam a história de minha vida
No pensador.ai desde