Frase de Ricardo Melo .
O choro de um Poetinha Eu fui criança Eu fui, só que não brinquei Eu fui , só que muito trabalhei Eu fui , e muito pouco estudei Eu fui , só queria correr e parei, Parei porquê me obrigaram parar... Eu fui , só queria sorrir e chorei Eu fui, só queria parar de chorar e só chorei Eu fui, vi lâmpadas acesas e as apaguei Apaguei porque me obrigaram apagar e no escuro, caminhei... Eu fui, E quando todos brincavam, esqueciam de mim. Desconvidado, excluído eu sempre eu me achei.. Chegou esse tempo, Esse! O ontem e o agora, E me encontro trancado porque me censuraram.. Sou essa criança antiga e de outrora, E existe o amanhã , eu não sei.. Um exemplo de lágrimas porque muito ainda chora... Chora por um mundo diferente e mais decente. Chora por um prato de arroz com feijão, nem que esteja gelado ou quente. E quando eu embora daqui Morrerá junto comigo, a parte central do meu Eu, morrerá um poetinha.. Sim! Um poetinha que só quis ser criança, e nem por fora e nem por dentro, ele foi.. E morrerá também milhares de criancinhas. Mesmo afastado de outras crianças, Eu senti e sinto suas dores aqui ,correndo em minhas veias.. Nessa vida, Só não abri minha boca sorrir O resto, Sinto porque ainda me sinto. Uma eterna criança sem alegrias... Porque é muito triste saber que ainda tem, muitas assim, como eu... Autor:Ricardo Melo O Poeta que Voa
No pensador.ai desde