Frase de Joni Baltar
Desnatado Natal Vagarosamente os flocos brancos vestem as árvores e as ruas. Pulam sorrisos nas mãos das crianças. Casas adornadas de esperança com pisca-piscas de mil cores estampadas em portas coroadas de azevinho. Fazem-se partir milhões de pedidos aos confins da Lapónia, sonhos embrulhados de inocência, alarvemente aproveitados pelo incessante consumismo. À medida que o vento faz o playback da harmonia, o Mundo fantasia-se de bondade. A solidariedade incentiva a humanidade a um consoado cessar-gelo, comovem-se corações e Invernos num calor humano que não aquece a verdade. E a vocês, que fazem da rua a vossa cama, das estrelas o vosso tecto, não têm sonhos, [mas sabiamente observam esses sociais mendigos corações nos seus costumes no desnatado Natal], abro as portas da minha casa, ofereço-vos a minha mesa, o calor do meu abraço, e o sentimento deste poema: o Natal é uma camuflagem passageira no coração das civilizações.
No pensador.ai desde