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Frase de Alice Andrade

Acordei sem voz. Eu gritava, e não conseguia colocar nada para fora. Algo apertava-me a garganta impedindo que o ar entrasse e as dores saíssem. Ainda estão aqui, junto com a minha rouquidão e a falta de ar. Por dentro despedacei, como aquele papel que caiu na poça de água em quanto puxava o celular da bolsa. Me desfiz completamente, mas só por dentro. Me olhando de outro ângulo, ver somente uma menina rígida, sem pena, sem compaixão. Mas sangrando e estremecendo com as calafrios que a chuva causou e o sol não conseguiu mandar embora. Que sol? Ainda espero por ele, nem sei mais se existe… Acho que ceguei-me para uma vida movida pelo calor. As minhas mãos estão frias, os pés também. Mas é um frio vindo de dentro para fora, que congela e me faz nevar. Pois, permito que neve, não faço esforço para instalar aquecedores. Assim, com essa temperatura tão baixa, ordeno-me construir um iglu e fecho-me lá dentro. Congelo-me por inteiro.

Alice Andrade

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Fonte e informações de autoria

Pensador.com

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Outras frases de Alice Andrade

E quem disse que sinto medo? Não, meu bem. Se você voltar, eu me entrego novamente. Nova-mente. Entrego-me de mente, corpo e alma nova para você. Entrego-me mesmo sabendo que você pisará, cuspirá e maltratará como foi da primeira vez. Mas não tenho medo, não tenho. Estou preparad…
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E quem disse que sinto medo? Não, meu bem. Se você voltar, eu me entrego novamente. Nova-mente. Entrego-me de mente, corpo e alma nova para você. Entrego-me mesmo sabendo que você pisará, cuspirá e maltratará como foi da primeira vez. Mas não tenho medo, não tenho. Estou preparada... Nova, mente. Digo e repito transtornando esse texto e deixando tedioso de lê-lo. Mas quem liga? Você liga? Ah é, você não tem meu número novo e eu nem me importei de mandar uma mensagem alertando-te. Mas iria ligar? Não, nunca me achou tão emocionante e nem tão poeta como dizem que sou. Eu sempre aparentei normalidade aos seus olhos, eu sempre... Ah, tenho que interromper, mas sabe? Eu pensei em você. Sim, eu sempre... Penso. Foi em um dos momentos meus, de normalidade, em que reparei que por três dias seguidos a lua apareceu dividindo o céu azul claro com o sol. E, meu bem, acho que eles estão apaixonados. É estranho, não? Passaram por cima da idéia que eu tinha sobre o egoísmo dos mesmos. Eles me mostraram que em um momento o amor se rende e que a forma de demonstrá-lo é dividindo um só espaço. Dois viram um. E você, amor, você é a minha lua e nem sabe que estou aqui há tempos reservando o teu espaço dentro de mim. E quem é que tem medo? Eu? Não, eu não tenho medo. Estou nova. Estou mente. Estou novamente esperando por essa coragem que você sempre disse ter. Envergonho-me de ti.

Apenas um pouco de mim não te afeta. O meu desejo não te influencia. A minha vida, o meu egoísmo e a minha falta de bom senso não te implora por compaixão. Sou apenas eu, quer queira assim, quer não. E se me negar três vezes não será visto como Pedro, nem como Judas, nem como Jes…
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Apenas um pouco de mim não te afeta. O meu desejo não te influencia. A minha vida, o meu egoísmo e a minha falta de bom senso não te implora por compaixão. Sou apenas eu, quer queira assim, quer não. E se me negar três vezes não será visto como Pedro, nem como Judas, nem como Jesus. Se virar-me as costas não será hipócrita. Se apedrejar-me será perdoado. Sou a viúva dos sonhos, sou o abrigo dos refugiados, sou o pão dos maus alimentados. Quem sofre por amor procura por uma mão… Sou os seis braços, o medo do escuro e da solidão. Não tenho pena. Sou ríspida. Sofrida. Até um pouco querida. Te espero, te venero. O meu veneno não te atinge. És imortal. E a minha obsessão? Faltou tempo, virou segredo, perdeu o medo. E tudo virou neblina, escondendo a lua e me fazendo sublime. Arrancar a palavra amor da minha boca é fácil, mas é mais fácil ainda arrancar as lágrimas pela dor de não te ter. Meu bem, não me encare, o teu olhar me condena.

O mais incrível é que mesmo ao abrir os olhos a cada manhã esperando por um “nada demais”, me surpreendo com a falta de bom senso das pessoas que me rodeiam, que me judiam, e que me engrandece a cada infeliz e indesejada fala. Apostam e testam a paciência que eu não tenho. É, iss…
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O mais incrível é que mesmo ao abrir os olhos a cada manhã esperando por um “nada demais”, me surpreendo com a falta de bom senso das pessoas que me rodeiam, que me judiam, e que me engrandece a cada infeliz e indesejada fala. Apostam e testam a paciência que eu não tenho. É, isso mesmo, sinto-lhe em informar, mas eu e essa tal de paciência nunca nos demos bem. Não existe nada que me faça desejá-la ou admirá-la. É ela lá e eu cá. E que sortuda essa paciência, não?! Do lado de cá não tem muita coisa que preste. Mas, meu amigo, é ruim ser assim, sem controle, cheia de vazios e preenchida de saudade. Oh, paciência, de vez e sempre você faz falta.