Frase de Paulo Brachtvogel
No alto da árvore, famílias de araras faziam alvoroço, macacos saltitavam felizes, lebres corriam por entre os arbustos, O sapo Cururu coaxava na beira do rio... O boto-cor-de-rosa ouvia sobre suas lendas sem dar um pio... de longe quem espiava era o jacaré-açu... Na margem do rio a Sucuri se debatia entediada... a Preguiça levanta os olhos para uma leve espiada... A capivara se banhava maravilhada... A onça saia para sua caçada... Pausa para um breve silêncio, ele está no altar, o Uirapuru a cantar...o canto da despedida De onde vem o fogo que devasta a alma? Desta vez não era um jogo, era sério Não há resposta dentro da pequeneza A noite cobriu o sol Que outrora admirava de longe tanta beleza Agora coberto de luto Por um vale de ossos secos Pela floresta que não produzirá mais nenhum fruto...
No pensador.ai desde