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Frase de Érwelley C. Andrade

... é como o trabalho de um OLEIRO, ele passa um tempo amassando o barro, depois liga o motor da mesa, que gira milhares de vezes em torno daquele trabalho a ser criado, em seguida vai criando o molde sem saber se vai ficar bonito, feio ou amassado, mas o oleiro continua seu trabalho, confiante que uma hora o vaso será terminado com êxito. Assim deve ser a nossa vida, os nossos planos, as nossas metas. Devemos trabalhar com persistência e dedicação em prol dos nossos objetivos, as vezes não acontecem da forma que gostaríamos, mas se houver amor, paciência e harmonia, a obra será terminada com satisfação.

Érwelley C. Andrade

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Pensador.com

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A bordo de mim Trancafiada aqui, no abismo vi, o mar mostrou. Oculta em mim, embalo o fim, abordo estou.
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A bordo de mim Trancafiada aqui, no abismo vi, o mar mostrou. Oculta em mim, embalo o fim, abordo estou. O imundo mar, sôfrego vem, se lamentar. Pálido! Gélido! Seco! Escureceu! Não sou mais eu, o mar sou eu! Fugi sem ar, me encarcerar, sombrio olhar. O medo embarca, revolve marcas do meu pesar. As ondas vêm, molham meus pés, vou mergulhar. Vento bravio, um calafrio me faz chorar. Tempestade a vista, revira o barco, me embaraço no relembrar. Aos prantos grito! Sou eu o mito do tal amar! Ouço gemidos, fundo do mar! O horror convém, me mostra além, antigo olhar. Quando era ardor, quem sabe amor, levou o mar. Abordo estou, na noite vou, refugiar! A negra vem, me acompanhar. Seus braços frios, acariciam meu perturbar. O barco vira, quebra o retrato, faz em relapso o meu pesar. Corta meus pés, debruçada ao chão, sangro sem dor. Junto os pedaços, varrendo os cacos do opaco amor. A água vem, correntes vêm me soterrar! O barco alaga, tão logo afunda, o vento ajuda meu naufragar. A brisa leva o que restou, meu ser se afoga, o sal corrói, sôfrego amor.