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Frase de Raniere Gonçalves

Dó. Chorava aos berros o bezerrinho preto. De fome e da ausência da mãe. Roubaram a Julieta, a vaquinha de meu afilhado, lá na Cachoeira de cima. Ela, mesmo parida, estava enxutona, boa de carnes. É mesmo um despautério. O ladrão de gado amansou. Já é a quinta cabeça que ele nos rouba em três meses. E o safado é conhecido na vizinhança. Está enriquecendo a custa do alheio. Polícia? ... Na Comarca nem temos mais investigadores e os militares não dão conta da cidade. Fica a saudade do tempo da jagunçada. O cabra ficava mês inteiro de tocaia a espera do gatuno. Dois ou três balotes: e o danado ia roubar lá nas pastagens do inferno. Aí a ladroagem parava.

Raniere Gonçalves

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Fonte e informações de autoria

Pensador.com

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Atroaram roucos estampidos no distante. Zilhões de gotículas vieram, chuveriscando a pastaria. Desenhou-se um riso álacre nos meus lábios: Perdigotos de deus colorindo de verde esses meus olhos abaçanados.

Refuguei o periquita. Um bom português não deve ser sacrificado assim na solidão de um fusili com linguiça.
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Refuguei o periquita. Um bom português não deve ser sacrificado assim na solidão de um fusili com linguiça. Coloquei a garrafa de volta no berço para que fique adormecida até a chegada dalguma princesa pálida. Ou mesmo de amigos valorosos. Agora vou começar a sesta porque depois ainda terei muito que urdir lá pelos meus domínios na barra do Piancó.