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Frase de Marilina Baccarat - escritora brasileira

TOCAR NA ALMA Tocar na alma é ter a sensação, que nem o pensamento poderá descrever. É estar presente, mesmo que, por breves momentos, na essência do outro em que tocamos, ou por que fomos tocados... É ter a experiência da sensibilidade aguçada, de perceber o coração disparar... Ter a habilidade de tocar na alma das pessoas é um dom que poucos têm. Pois a nossa alma anda descalça e não tropeça nos obstáculos... E, assim seguimos procurando ter o dom de tocar na alma das pessoas, que não seria fácil... Certo dia, ao acordarmos, vamos perceber, que, nossa imagem no espelho, há não é mais a mesma, gradualmente, nossa imagem vai se alterando... Querendo ou não, começamos a envelhecer...Percebemos que nossa estatura está diminuindo. Os cabelos começam a embranquecer, as rugas aparecerem, e não ficamos satisfeitos com a imagem no espelho... Chegamos até a perguntar a ele, como se ele pudesse nos responder: - Quem é esse, que me olha, como se os olhos fossem os meus? Mas, acontece que a nossa alma não envelhece, continua com o mesmo abril, que tínhamos na juventude, a mesma alegria de outrora... Tocar na alma, é o segredo que poucos conhecem, pois não são todos que conseguem tocá-la...Mas, nós conseguiremos, pois, a nossa alma continua com o mesmo viço dos vinte anos... Tocar na alma, o segredo não é se olhar no espelho e procurar em nosso rosto, as rugas que surgiram, pois não adianta nada querermos melhorar por fora. O arremate externo, não vai resolver nada. Porque com o passar dos anos, a idade, se encarregará de marcar nossas faces com as rugas que, constantemente nos mostrará... O importante, é termos convicção de que a nossa alma não envelhece, jamais terá rugas... Ao olharmos no espelho, o nosso exterior, temos que procurar enxergar a nossa alma, que não envelhece e nos dá forças, para que saibamos tocá-la...Porque tocar na alma, é um dom, que muitos poucos já experimentaram... O compositor brasileiro Antônio Carlos Jobim, o Tom, como era conhecido, possuía o dom de tocar na alma das pessoas, através de suas composições musicais, ele tocava na alma das pessoas, através de suas composições musicais, ele sabia tocar na alma do ser humano... Pois foi um mestre da harmonia... Tom tocava em nossas almas, dando uma verdadeira aula de harmonia, quando tocava e compunha uma música, em seu piano... Ele fazia com que a nossa alma, se tornasse mais harmônica e, dessa maneira, ele usando a sua habilidade, sabia tocar em nossa alma... É admirável, acho que não vai mais, nascer outro mestre como Tom, que sabia tocar na alma... Todas as vezes em que Tom abriu o piano, o mundo melhorou, ainda, que por poucos minutos, tornou-se um mundo mais harmônico... Um mundo melódico e poético, pois sabia tocar na alma das pessoas...Todas as desgraças individuais ou coletivas pareciam menores, porque naquele momento, havia um homem se dedicando a produzir a beleza da música... Tocar na alma de alguém é sublime, transmite muita paz, é tocar sem esperar retorno... Com a sutileza do amor, com o seu gesto de tocar em nossas almas, ao abrir o piano, Tom, com uma nota, um acorde, uma canção, vinha tão carregado de sua essência, sensibilidade e sabedoria que, expostos à sua criação, todos nós, seus ouvintes, seus admiradores, também melhorávamos como seres humanos...Pois, ele sabia como ninguém, tocar na alma humana, com suas canções, quando abria o piano, para que o sofrimento se abrandasse... Há várias maneiras de demonstrarmos amor e tocarmos a alma. Não exige nada em troca. É apenas um transformar de emoções... Tom sabia fazer isso, quando abria o piano...Ele conhecia as limitações e necessidades de todos. Basta prestar atenção em suas músicas...Pois, sabia fazer, da tristeza, alegria, e sabia, como ninguém, tocar em nossa alma... Tom fazia com que a alma do piano, além de sustentar a pressão das cordas, servisse, também, para tocar em nossas almas... Marilina Baccarat- no livro "É mais ou menos assim"

Marilina Baccarat - escritora brasileira

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Pensador.com

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Outras frases de Marilina Baccarat - escritora brasileira

É fácil, nos dias de primavera ou verão, deportar esse espectro das marés violentas, para as extremas fronteiras das nossas compaixões, pois somos como o rio, ele, também, tem suas lástimas... Suas águas são luminosas. Mas, quando o sol se afasta, ao findar do dia e o crepúsculo…
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É fácil, nos dias de primavera ou verão, deportar esse espectro das marés violentas, para as extremas fronteiras das nossas compaixões, pois somos como o rio, ele, também, tem suas lástimas... Suas águas são luminosas. Mas, quando o sol se afasta, ao findar do dia e o crepúsculo chega, com suas noites geladas, suas mágoas são profundas... Ele sente sua fragilidade, ao ver os barcos ancorados e tudo se torna nostálgico para aquele rio... Assim, somos nós, sentimos a nossa debilidade, quando a gélida noite chega e nossos dós começam a mostrar-nos a triste cena da escuridão, em nossas vidas... Tudo, então, se torna mais difícil, somos tão frágeis quanto ao rio. Qualquer barulho, nessa obscuridade, transforma-nos em pedaços. Nossos corações se modificam em fragmentos de tristeza, pois a noite é melancólica... Somos como o rio, ele com suas águas estacadas e, nós, com nossos sangues parados em nossas veias, esperando a luz do raiar do sol... Marilina Baccarat de Almeida Leão no livro "Corre como um Rio"

O sol me espera... No céu, brancas nuvens desenharam alegres figuras. O meu dia se encheu de sol! Atravesso a ponte, parece perto, logo ali, mas não consigo chegar. O sol me espera do outro lado, estico os braços, abro as mãos, quase chego, sigo em frente. Ainda não consegui alc…
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O sol me espera... No céu, brancas nuvens desenharam alegres figuras. O meu dia se encheu de sol! Atravesso a ponte, parece perto, logo ali, mas não consigo chegar. O sol me espera do outro lado, estico os braços, abro as mãos, quase chego, sigo em frente. Ainda não consegui alcançar o outro lado. Tento dirigir meu olhar, não ouso olhar para trás, nem desanimar, com as nuvens escuras, pois, sei que, do outro lado da ponte, há claridade, minha bússola vai me orientar. Quisera sentir, na palma da minha mão, essas nuvens brancas, que formam figuras alegres no céu. Como é belo saber que esse sol e esse céu, dissipam toda e qualquer escuridão. Olho o reflexo de mim mesma, na poça que se formou no chão, procuro algo, mas ainda não atravessei a ponte. Ainda não foi desta vez... Mas, em breve será... Atravesso devagar, preciso achar meu norte, seguir a agulha imantada, que anda desorientada, apontando lugares aonde nunca fui... Achar minha rota, não me desviar do caminho, não posso enfrentar rodamoinhos, tenho que contornar obstáculos. A bússola, que carrego comigo, conduz os meus passos, não deixa que eu me afaste de mim mesma. O céu está claro e a trilha está visível. Aponta-me o caminho, a seguir, a agulha da bússola e me deixo levar pela orientação dela. Não sou andarilha, sequer sei o caminho, não conheço suas trilhas, só minha pena é o que possuo. Ergo a bússola em direção ao horizonte, pois é lá que está a minha verdadeira bússola, só ela pode me ensinar o caminho... Tudo clareou e o caminho se fez novo sobre a ponte, atravessei e encontrei ali, do outro lado, o sol, que estava esperando por mim. Esse sol, cuja luz, entra todos os dias, em meu coração e faz com que, em mim, ele, esse sol radiante, nasça todos os dias. Marilina Baccarat no livro "Atravessando Pontes"

UM SER CHAMADO MULHER Gostaria de falar de mulheres, que sabem ser uma mulher, no sentido mais amplo da palavra “mulher”. E isso inclui ser bela e faceira, vivendo cada fase, adaptando-se ao tempo, que, fatalmente, a deixará com rugas, que serão como sinais de experiência... O…
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UM SER CHAMADO MULHER Gostaria de falar de mulheres, que sabem ser uma mulher, no sentido mais amplo da palavra “mulher”. E isso inclui ser bela e faceira, vivendo cada fase, adaptando-se ao tempo, que, fatalmente, a deixará com rugas, que serão como sinais de experiência... O tempo, também, certamente, a deixará com a barriguinha saliente, mas é um ventre, que gerou vidas, se tornou mãe no sentido mais vasto da vida... Mas, ser mulher é muito mais do que isso, é saber guardar segredo e enfrentar tudo sem medo... Ser mulher é ter a alma nobre, que sempre acaricia, mesmo tendo os olhos marejados de lágrimas pelo sofrimento... Ser mulher é saber compreender sempre... Mulher tem que ser guerreira, mas, no dia a dia, criar poesias, lutar por um mundo mais justo, aprender a levar susto, quando a vida lhe surpreende, com amarguras, com angústias e tristezas, sem surtar... Assumir que não é bonita vinte e quatro horas por dia, pois, há dias em que temos a cara de noite mal dormida, cara de mal agradecida, além de muitas outras... Mas, há dia em que temos a cara de noite bem dormida e bem vivida... Ser mulher é saber aguentar os dissabores, os tropeços, que a vida lhe dá, mesmo quando lhe puxam o tapete e ela vai ao chão... Ser mulher é saber enfrentar os enigmas, que encontram pela frente, tendo, sempre, um sorriso nos lábios e a mão estendida para quem precisar... Ser mulher é saber acarinhar cada cabeça, que chora, tendo os braços como os de um polvo, para abraçar a todos e saber, carinhosamente, sempre, consolá-los... Ser mulher é ser forte e resistente, suportar qualquer dor, seja a do parto ou de ser trocada pela melhor amiga... A dor é tanta, que chega a pensar “tinha que ser comigo?”... Mesmo, assim, não se entristece, porque sabe que a dor é passageira e logo virá a felicidade de outros momentos, de outras paisagens... Ser mulher é ser feia ou bonita, é ver-se pelo avesso, olhar no espelho da alma e não saber perder a calma... No espelho, encontrar-se e, em seguida, reconhecer que errar e se perdoar é saber que a mulher é um ser de valor, pois, gera, em seu ventre, um outro ser... Ser mulher é difícil, mas não é impossível. Se assim o fosse, não existiriam tantas mulheres maravilhosas, transitando e mudando o mundo para melhor... Marilina Baccarat, escritora brasileira