Frase de Bárbara Bedani
Você ainda mora em mim, e de você eu não quero sair. De alguma maneira eu não quero deixar de me abrigar em ti. Teu abraço imaginário é onde eu faço morada; E quando eu fecho meus olhos, é nos teus que fico mergulhada. Teus olhos, tão verdes, vistos tão pouco pelos meus. E o mar tem a cor do teu olhar, e pra ele que olho quando quero me lembrar, do quão bom era você me olhar, antes de me dizer Adeus. O Adeus que saiu tão friamente dos teus lábios, estes mesmos que me beijavam, como se nunca fossem se despedir dos meus. E Eu viveria tudo de novo, mesmo sabendo como iria terminar, só pra poder vivenciar cada encontro do teu corpo com o meu. Se a condição de te ter de volta nesta vida fosse passar por cada momento nosso de novo, até pela despedida, então eu iria ao teu encontro de maneira repetida. E eu ficaria neste ciclo, sabendo que depois de cada fim, nosso recomeço viria em seguida. Eu teria infinitos começos e fins com você, vários encontros e desencontros, vários últimos beijos de boa noite, milhares de primeiros olhares de bom dia. Eu teria as caricias no cabelo a cada manhã, e os beijinhos rápidos de “Até a próxima vista!” Eu teria a gente na cozinha no lanche da madrugada, e você me esperando no posto de gasolina. Eu teria os encontros com os amigos, as risadas, as piadas; E você me dizendo: mais 10 minutinhos e já vamos pra casa. Tua casa! Minha morada nos fins de semana, minha paz com hora marcada. Mas agora tive que fazer do meu coração o teu lar, e te abrigar em cada parte do meu ser. Porque agora pra te encontrar eu tenho que olhar pra dentro de mim. É o que resta de um amor que chegou ao fim, sem nem ter chegado a ser amor enfim.
No pensador.ai desde