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Frase de Bárbara Bedani

Você ainda mora em mim, e de você eu não quero sair. De alguma maneira eu não quero deixar de me abrigar em ti. Teu abraço imaginário é onde eu faço morada; E quando eu fecho meus olhos, é nos teus que fico mergulhada. Teus olhos, tão verdes, vistos tão pouco pelos meus. E o mar tem a cor do teu olhar, e pra ele que olho quando quero me lembrar, do quão bom era você me olhar, antes de me dizer Adeus. O Adeus que saiu tão friamente dos teus lábios, estes mesmos que me beijavam, como se nunca fossem se despedir dos meus. E Eu viveria tudo de novo, mesmo sabendo como iria terminar, só pra poder vivenciar cada encontro do teu corpo com o meu. Se a condição de te ter de volta nesta vida fosse passar por cada momento nosso de novo, até pela despedida, então eu iria ao teu encontro de maneira repetida. E eu ficaria neste ciclo, sabendo que depois de cada fim, nosso recomeço viria em seguida. Eu teria infinitos começos e fins com você, vários encontros e desencontros, vários últimos beijos de boa noite, milhares de primeiros olhares de bom dia. Eu teria as caricias no cabelo a cada manhã, e os beijinhos rápidos de “Até a próxima vista!” Eu teria a gente na cozinha no lanche da madrugada, e você me esperando no posto de gasolina. Eu teria os encontros com os amigos, as risadas, as piadas; E você me dizendo: mais 10 minutinhos e já vamos pra casa. Tua casa! Minha morada nos fins de semana, minha paz com hora marcada. Mas agora tive que fazer do meu coração o teu lar, e te abrigar em cada parte do meu ser. Porque agora pra te encontrar eu tenho que olhar pra dentro de mim. É o que resta de um amor que chegou ao fim, sem nem ter chegado a ser amor enfim.

Bárbara Bedani

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Fonte e informações de autoria

Pensador.com

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As músicas que gostávamos tocaram na rádio Na primeira noite em que fizemos amor. E eu te dizia enquanto nos beijávamos: eu amo essa musica. Desacreditados que o universo já compunha a trilha sonora da nossa união. E depois você me levou pra sua casa e pegou aquele seu velho violão Todo rabiscado, passado de geração a geração. E você tocou com entusiasmo, as músicas do nosso passado em comum. Ali descobri que tínhamos a mesma afinidade, as mesmas nostalgias As mentes parecidas E os corpos ali apenas para consumar O que a alma já sentia. E a trilha sonora dos nossos dias É a minha playlist preferida Depois do som da sua voz. Voz que eu já não ouço, que não faz mais parte do meu dia. Mas ninguém pode me roubar a trilha Que compôs a história do nosso amor. Essa eu ouço todo dia, sonhando que um dia Seja de novo o som da tua voz.

“Você já viveu uma saudade assim? Uma saudade necessária, de alma de poeta. Não é a saudade em si que mora em você, mas você que mora nela.
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“Você já viveu uma saudade assim? Uma saudade necessária, de alma de poeta. Não é a saudade em si que mora em você, mas você que mora nela. Uma saudade lar; Que te faz habitar no mundo dos sonhos, e não da Terra. E você se acostuma tanto a senti-la, que ela se torna a sua amiga. E se você se pega um dia deixando de tê-la, você encontra um meio de voltar pra ela. Porque ela é tua coberta em noite fria. Ela é tudo que você tem, quando não te resta mais nada de quem já foi tua vida. Você já viveu uma saudade assim? Sentindo prazer por sentir nostalgia. Porque nela mora quem você mais queria E não pode mais ter.”