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Frase de Romário Camelo

Poema III Repente de um poeta Já vi cacto dar flor no silêncio da aflição, E vi lágrima em dor, em sorriso e oração. Quem planta o sonho bruto, colhe verso em cada mágoa — O que rega o futuro? Suor e lágrima, vulgo: água. O sol não tem compaixão, a chuva virou promessa, E a terra só dá legume se a fé não for só conversa. O filho da estiagem tem coragem desde os ossos — Não murmura a miséria, nem destrata um dos nossos. Já vi homem ter dinheiro e morrer sem ter sentido, E matuto sem um troco dividir o seu abrigo. A riqueza que perdura não se mede por moeda — Mora é na intenção, no coração de um poeta.

Romário Camelo

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Pensador.com

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