Frase de Matheus Henrique Carneiro Pinto Ruiz
Lamento de um Eterno Menino Em brumas do ontem, onde as luzes se cruzam, Rezava a família ao inverso destino, Que arrebatou, com mãos invisíveis e firmes, Um filho, um anjo, de sorrisos divinos. No seio do lar, uma estrela fulgente, Nascido em corpo de homem, coração pueril, Guardava a pureza dos céus em seus olhos, E em risos serenos, o mundo sentiu. Ond'outros viam a ciência e leis rígidas, Via ele cosmos, e em estrelas dançava; Na poesia e música encontrou a linguagem Que ao peito dos homens, mansamente tocava. Filósofo, advogado, de astros amante, No seu mundo próprio, uma missão traçava: Ensinar que no amor, como um rio que flui, Encontra-se o sentido onde a vida se lava. Mas como explicar, quando o céu se desfaz, O quebrar da ordem, o filho que parte? Chora o universo, na perda de um astro, Que brilhou tão breve, em tão frágil arte. "Se ele é incrível", assim ele disse, "Ele não será fácil, mas vale o lutar"; Pois mesmo na dor da mais cruel despedida, É o amor que nos resta, é o amor a ficar. Sagrado menino, em adulto disfarçado, Tuas lições de ternura, ainda ecoam, vivazes; No teatro da vida, foste peça rara, E nas cortinas do fim, deixaste rastros de paz. Por todos os dias em que a música cessa, E em que os poemas não podem consolar, A lembrança de um espírito eterno e criança Nos fará sorrir, nos ensinará a amar.
Matheus Henrique Carneiro Pinto Ruiz
No pensador.ai desde