Pular para o conteúdo

Frase de Luciana Ferreira

⁠Matemática Sou sim apaixonada pela Matemática. Ela me inspira. Mas você já leu O Pequeno Príncipe? O inesquecível personagem de Saint-Exupéry trouxe inúmeros pensamentos sábios ao mundo. Uma de suas constatações seria que as pessoas grandes adoram números. Quando a gente fala de um novo amigo, elas, as pessoas grandes, nunca se interessam em saber como ele realmente é. Não perguntam: Qual é o som da sua voz? Quais são seus brinquedos preferidos? Ele coleciona borboletas? ( ou pedras, como eu.) Mas sempre perguntam: Qual é a sua idade? Quantos irmãos ele tem? Quanto pesa?Quanto o pai dele ganha? Só então elas acham que o conhecem. Exupéry nos convida a redescobrimos o que há de bom na infância, a redescobrir a pureza, a essência das coisas e da vida. E quando nos fala, de forma até inocente, sobre as pessoas e os números, nos alerta para algo: viciamo-nos em números. Associamos o tempo sempre a números. Esquecemos que os numerais atribuídos à medição do tempo são convenções, e nos escravizamos a elas. Muito tempo; pouco tempo; não vai dar tempo; tempo de sobra. 60 segundos; 60 minutos; 24 horas; 365 dias... são números que parecem nos perseguir. Vivem em nossos sonhos, pesadelos e em nossas urgências maiores. Parecemos o coelho de Alice no País das Maravilhas. Estamos sempre atrasados. Esquecemos que o tempo é oportunidade, é sucessão de experiências e de fatos, e que deve ser aproveitado, sendo transformado em algo belo. 15 anos de vida; 30 anos; quarentões; sessentões; terceira idade, são todos rótulos que criamos no mundo, e que, na verdade, não correspondem à idade verdadeira, à idade dos olhos. A idade está associada não ao tempo dos números, mas à disposição, ao humor, ao ânimo, à coragem. Conheço velhos mais jovens que eu e jovens de oitenta anos. Encanto-me ao ver relatos de pessoas que depois dos 90 anos vão aprender a ler, e dizem-se realizadas, sentindo-se mais jovens do que nunca! Não é força de expressão. Elas são jovens mesmo. A idade do corpo pode ser disfarçada, maquiada. A da alma, nunca. Como avaliar, julgar alguém, pelo número de dígitos em sua folha de pagamento? Pelas roupas que pode comprar; pelas viagens que pode fazer; pelo ano de seu automóvel? Dizendo assim, parece absurdo, exagero, mas é a forma de muitos procederem no que diz respeito aos números e aos julgamentos que fazemos. Muitos têm números como objetivos: números na balança; números das loterias; número de clientes; números de metas de vendas. O mundo verdadeiro não é feito de numerais. Os objetivos maiores da vida, as aquisições de maior valor, nunca poderão ser mensuradas desta forma. Números nunca poderão medir felicidade. Números nunca poderão mensurar alegria. Nunca poderão ponderar o amor. Mas se ainda não puder escapar dos números, pense nestes: Quantos sorrisos dei ao dia? Há quanto tempo não digo que amo alguém? Não este "Eu te amo" de novela, mas aquele dito e sentido por todas as partes da alma. Quantos segundos dura meu abraço? A quantos amigos hoje, eu desejarei de todo o coração, que sejam infinitamente felizes? Qual a data que eu escolhi para me fazer o bem? Quantos dias faltam para eu começar a ser feliz? Os números me fascinam pela sua beleza. Deus é o maior Matemático que existe. E Ele, em sua infinita sabedoria, nos ensina que logaritmos se calculam, mas amor, se dá sem medidas. Tudo é milagre. Sejamos pois, imensamente gratos.

Luciana Ferreira

No pensador.ai desde

Fonte e informações de autoria

Pensador.com

Abrir fonte original (abre em nova aba)

Outras frases de Luciana Ferreira

⁠Pequeno desabafo de amor Não tenho olhos claros nem o físico tido como ideal. Não tenho uma carreira brilhante. Não sou escritora como quis ser um dia.
Continuar lendo

⁠Pequeno desabafo de amor Não tenho olhos claros nem o físico tido como ideal. Não tenho uma carreira brilhante. Não sou escritora como quis ser um dia. Escolho palavras erradas e você não entende o que há em minha essência. Tropeço na hora de te encontrar. Frequentemente tenho medo e algumas vezes desisto de me encantar com o brilho dos teus olhos. Tenho um coração sensível e imaginativo, sonhador e cheio de utopias. Sei que não sou a melhor opção, mas te ofereço o imperfeito. O amor mais humano. E, sobretudo, ofereço o todo, o completo, o conjunto do meu ser. Sinceramente e honestamente, inteiramente sua.

⁠Quero um amor que traga paz. O amor, ao contrário da paixão, oferece paz. Mas a paz não é a ausência de conflitos.
Continuar lendo

⁠Quero um amor que traga paz. O amor, ao contrário da paixão, oferece paz. Mas a paz não é a ausência de conflitos. É a capacidade de administrar esses conflitos, para que não haja rupturas. Não é apenas de um relacionamento que eu sinto a ausência. É principalmente dessa paz que eu tenho sentido falta. Por isso a minha oração sempre é: " Deus, se for pra vir, que traga harmonia, paz, tranquilidade e serenidade pra minha vida. " E, por enquanto, a gente vive o hoje, e agradece muito por isso Vamos em frente!

⁠Meu eterno problema com palavras se tem agravado. Penso nas palavras como se elas tivessem vida, como se fossem pessoas. Algumas palavras são casadas. A palavra caudaloso, por exemplo, tem união estável com a palavra rio. Não lembro de ter visto caudaloso andando por aí acompa…
Continuar lendo

⁠Meu eterno problema com palavras se tem agravado. Penso nas palavras como se elas tivessem vida, como se fossem pessoas. Algumas palavras são casadas. A palavra caudaloso, por exemplo, tem união estável com a palavra rio. Não lembro de ter visto caudaloso andando por aí acompanhada de outra pessoa. O mesmo vale para frondosa, que está sempre com a árvore. Outra coisa horrível é a solidão do Perdidamente... Coitado! É um advérbio que só adverbia o adjetivo apaixonado. Nada é ledo a não ser o engano, assim como nada é crasso a não ser o erro. Isso não te parece triste? Eu imagino como as palavras sentem-se sozinhas. Algumas palavras dependem de outras. Talvez por amor, afinidade, carência, preguiça ou outros sentimentos menos nobres. A palavra engano, por exemplo, acho que só está com ledo por pena. Ela sabe que ledo, essa palavra velha, não iria encontrar mais nada a essa altura do campeonato. Por isso, por caridade, resolveu dar-lhe o ombro e oferecer ajuda. Esse é o problema do casamento entre as palavras. Tem sempre uma palavra que ama mais. A palavra árvore anda com várias palavras além de frondosa. O casamento é aberto, mas para um lado só. Frondosa não encontra ninguém que a ame, mas árvore tem tantas companhias alegres e fieis. A palavra rio também sai com várias outras palavras: grande, comprido, branco, vermelho. E o pobre do caudaloso fica lá, sozinho, em casa, esperando o rio chegar, e a comida esfriando no prato. Porque ninguém, a não ser o rio, chega para fazer companhia ao caudaloso. Imagino o dia em que o caudaloso canse de ser maltratado e resolva sair com outras palavras. Que esbarre com aquele abraço e o abrace de volta. Quem sabe aconteça o dia em que o abraço caudaloso dê tão certo que fique comum em nossos diálogos e que sejam almas perdidamente inseparáveis. Talvez pra isso sirva a poesia, mas talvez seja apenas mais uma loucura de quem vê vida em todas as coisas. Pois há verdadeiramente vida, em todas as coisas. E as palavras tem mais vida e mais atitude do que conseguimos imaginar.

⁠Amigos virtuais Eu sou uma eterna apaixonada por palavras. Música.
Continuar lendo

⁠Amigos virtuais Eu sou uma eterna apaixonada por palavras. Música. E pessoas inteiras. Não me importa seu sobrenome, até porque o meu é mais simples possível, ou onde você nasceu, e muito menos quanto você carrega no bolso. Pessoas vazias são chatas e me dão sono. Gosto de quem mete a cara, arrisca o verso, desafia a vida. Eu sou criança, uma criança de 20 e uns anos. E vou crescer assim. Gosto de abraçar apertado, sentir alegria inteira, inventar mundos, inventar e viver cada vez mais as muitas facetas do amor, em todos os seus aspectos e características. Gosto de gente! De olhar no olho, de falar cara a cara e de sentir a verdade de cada palavra e expressão. O simples me faz rir, o complicado me aborrece. E, por essas e outras, EU VOU SEGUIR EM FRENTE! Eu amo o contato virtual que tenho com muitos aqui, mas NECESSITO do contato real, físico, do olhar que existe efetivamente, da vida que se respira longe da tecnologia. Por isso, nesse momento meu chato de minha vida, quero desejar um excelente dia pra todos os amigos reais e os virtuais, que sabem realmente o significado da palavra AMIZADE.