Frase de Chico Xavier
Encontro Divino Na bênção do Natal, quando o aprendiz desditoso contemplou toda a luz que o Mestre lhe trazia a Terra transformou-se aos seus olhos em pranto. Renovado a feliz reconheceu que a lama era adubo sublime; Notou em cada espinho uma vara de flores e descobriu que a dor, em toda parte, é dádiva celeste. Assombrado, viu-se, enfim, tal qual era, um filho de Deus-Pai ligado em si à Humanidade inteira. Descortinou mil sendas para o bem no chão duro que lhe queimava os pés. Encontrou primaveras sobre o frio hibernal e antegozou colheitas multiformes na sementeira frágil e enfermiça. Deslumbrado, sentiu, nas flores, estrelas mudas, nas fontes, bênçãos do céu exilados no solo, e nas vozes humildes da natureza o cântico da vida a Bondade Imortal. Abrira-se-lhe n'alma o Grande Entendimento... Não conseguiu articular palavra à frente do mistério. Somente o pranto de alegria profunda orvalhou-lhe o semblante em êxtase divino. E, desde então, passou a servir sem cessar, dentro de indevassável silêncio, qual se o Mestre e ele se bastassem um ao outro, morando juntos para sempre, à maneira de duas almas vivendo num só corpo ou de dois astros a brilharem unidos, em pulsações de luz, no Coração o Amor.
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Fonte e informações de autoria
Pensador.com | Fonte: Antologia Mediúnica do Natal. Espíritos Diversos. FEB. | Nota de autoria: Nota: Texto do espírito Rodrigues de Abreu psicografado por Chico Xavier.
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