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Frase de JWPapa

Última parada - Estação Brumadinho - A serra ruída e os destroços deixados pelo caos... O cobertor de lama arregalado sobre todos e a montanha descendo voraz morro abaixo, lá embaixo os gritos emudecidos dos sujeitos silenciados dentro da tumba de rejeitos do concreto duro e frio que pelo caminho foi se perfazendo o barro. A dor de quem viu tudo ruir, o terror de quem estava lá pela segunda vez chorando o Rio doce, o Paraopeba, possivelmente até o São Francisco. Os animais soterrados, sufocando sob toneladas de lama e a cama dura, agora leito das vítimas dessa realidade cruel. Personagens de histórias brutalmente interrompidas. A crueldade da trama de quem despejou a sua lama no quintal do vizinho: - Nos inúmeros terreiros e quintais inundados e que deixaram de existir. - Nas hortas, lavouras e roças inteiras que não serão mais cultivadas. E no leito sujo dos rios, os passos encravados no barro, das pessoas enrijecidas na fuga, congeladas de tanto pavor. Rompeu-se em Mariana a Barragem do Fundão. Em Brumadinho arrepiaram-se todos ao ver se esvair a sua maior promessa de riqueza, no Complexo do Feijão, a sua maior empresa transbordou-se num mar de lama e em inundação jamais vista pelo volume e devastação, acabou com o conto de fadas da inocência da extração mineral sustentável.

JWPapa

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Pensador.com

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[...] Sou apenas mais um filho da pátria Brasil com nome de santo feito outros tantos Silvas nos becos, nos morros, nas periferias apenas mais um brancopretovermelhoamareloíndio e favelado
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[...] Sou apenas mais um filho da pátria Brasil com nome de santo feito outros tantos Silvas nos becos, nos morros, nas periferias apenas mais um brancopretovermelhoamareloíndio e favelado renegado pelo sistema, vestindo preto por fora e por dentro.