Frase de Ana Caroline da Cruz Marinato dos Santos
Recentemente, ouvi um episódio do Pequeno Expediente, de Flávia Gaeta. O episódio era “O que é ser mulher?”. A Flávia ficou impactada pela pergunta do seu Analista e não conseguiu responder a essa pergunta tão profunda com simples palavras... Buscou em Clarice, Mary Shelley e Elis Regina as melhores definições, tentou colocar em palavras algo tão genuíno e, no final, ficou sem uma resposta concreta. Eu entendi o que quis dizer, Flávia. Afinal, como algo tão espetacular pode ser definido assim? Ser mulher não tem uma única definição. Não abrange apenas o que os olhos podem ver ou as mãos tocar. Ser mulher é se reconhecer em cada uma. É uma essência, uma força que eu vejo em você e reconheço em mim, que reconhecemos em todas as mulheres que vieram antes e em todas que perpetuarão esse legado. Somos a união e a integração de dois sexos, mas ser mulher está além disso. Não é posicionamento, é sabedoria ancestral, que, para muitos, é considerada uma maldição, mas, para quem consegue ver, é uma dádiva. Não é sobre religião ou espiritualidade. É sobre o que antecede e o que perpetua. É um Rio Fluido que interage no tempo. Não importa o século, pois também não é linear. O futuro influencia o passado, e vice-versa... no legado que é construído, explicado e entregue como um presente. Retornando à essência, ser mulher também é entrega, como mencionou. É se expor sem medo. Sei que a resposta não te satisfaz, eu senti em você. E eu te acolho como parte de mim, como a grandeza e a profundidade que eu vejo em você. Não é para ser explicado em palavras. É para ser vivido na essência. Mas, se você se visse com os meus olhos, a resposta pediria licença para saltar ao vento e existir no mundo. Bailando com as palavras, que sempre escorrem dos seus dedos, nascidas do seu interior...
Ana Caroline da Cruz Marinato dos Santos
No pensador.ai desde