Frase de João Guilherme Novaes
fragmentos IV Não creio no mundo, tampouco no outro. Não creio no outro, tampouco em mim. Não creio em mim. As minhas próprias emoções me levaram ao meu fim.
No pensador.ai desde
fragmentos IV Não creio no mundo, tampouco no outro. Não creio no outro, tampouco em mim. Não creio em mim. As minhas próprias emoções me levaram ao meu fim.
No pensador.ai desde
POR ONDE ANDEI Se o mundo é uma poesia como o poeta declarou lei, onde está a sensibilidade que não escutei?
Entre a felicidade e eu existe uma linha que insisto em enrolar
J É desvairada a forma como observo o alfabeto. As letras me perdem quando me atenho a escolher quais delas devo usar para criar um nome de alguma personagem. É uma tarefa arriscada. Embaraçosa. Escolha de nomes exige esforço. Exige atenção. As letras saltam de todos os cantos p…
J É desvairada a forma como observo o alfabeto. As letras me perdem quando me atenho a escolher quais delas devo usar para criar um nome de alguma personagem. É uma tarefa arriscada. Embaraçosa. Escolha de nomes exige esforço. Exige atenção. As letras saltam de todos os cantos para mostrar-nos que a escrita é uma arte incalculável e que nos penetra com uma veracidade tamanha, capaz de nos arrancar o fôlego. Arranca e desarranca. Certo dia, um desconhecido me fez uma pergunta tão peculiar que rapidamente procurei uma forma de desenhar minha resposta, de modo com que eu simplificasse rapidamente, sendo poético e utilizando uma letra. Fechei os olhos e respirei fundo – de fato não tenho um respaldo longo para estes tipos de perguntas – e comecei a respondê-la. “Imagine um J.” – indaguei. Ele balançou a cabeça positivamente. Estava imaginando. “Repare que o ‘J’, é formado por uma linha e uma curva” – concordou com o que eu estava dizendo – “Então, resumo a isso, a linha é o caminho que trilhamos e quando estamos trilhando este percurso, nossas imaginações afloram gradativamente, os olhos brilham e nossa mente focaliza apenas o caminho no qual estamos. Não olhamos para o lado. Continuamos em frente. Mas...” – parei de falar. Um suspense. Ele franziu as sobrancelhas como quem estivesse curioso. “Vêm a curva” – continuei. – “Esta letra tem uma curva” – ele concordou. E exemplifiquei. “Nesse momento, somos domados pela razão e o longo caminho reto, torna-se apenas uma lembrança, pois o que vem pela frente é totalmente diferente. A curva mudou os rumos” – bufei comigo mesmo. Meu amigo me fitava seriamente, mas não entendera o desfecho de minha explicação. “E termina por aqui?” – perguntou. “Se encompridarmos esta curva, vira um ‘U’” – rebati. “E por que você não termina?” – ele perguntou. “Fica para uma próxima” - falei. Ele fingiu que entendeu. Essas coisas são difíceis de entender. Principalmente, com perguntas peculiares, como a que ele fez. Ele perguntou-me: “O que é o amor?” (diante do reflexo de um espelho que mostrava o meu rosto).
Entre o copo de cerveja e o acéfalo há os meus colegas que me chamam de amigo