Frase de Elaine Natal
Já morri tantas vezes... Tantas, mas mesmo assim me lembro de cada morte. Lembro de cada rosto, do gosto, do gesto. Lembro do discurso e lembro até da falta dele. Tudo ficou guardado num canto especial que criei sem saber e por isso mesmo não sei onde achar, ele (o canto) é que me acha na hora que quer. Nas noites frias, na música, nos dias. No que poderia ter sido e no que se transforma o que foi: Saudade. Depois, a gente sabe que isso sofre metamorfose, vira só lembrança. Cuidado, não interrompa essa mudança! Porque tem gente que se acostuma a sofrer e nem percebe que vira vício. Não precisa doer a vida inteira, só o tempo necessário para o coração descansar e começar tudo de novo…
No pensador.ai desde