Frase de Paulo Roberto Avelino de Oliveira
Naceu nas terras do Norte, das chuvas no chão rachado. O homem de rosto molhado, em busca da própria sorte. Viveu para ser lutador nos campos verdes do sertão. Sempre pregando a paz que trazia no coração. Seu rosto sempre cansado pela luta do cotiano. Na busca do pão para os seus nas colheitas de todo ano. Na sua casinha no pé da serra ouvia o cantar da passarada, ouvia os sapos do brejo no inicio das invernadas. Aquele lugar foi seu reino onde sempre plantou amor, onde plantou a esperança sem nunca falar de dor. Os anos se passarão em tamanha lentidão, mas chegou o dia afinal de deixar o velho sertão. partiu para uma outra vida para um reino desconhecido, deixou em nós a saudade o nosso amigo preferido. O seu casebre abandonado é hoje sua única lembrança, suas palavras ainda soam como nossa esperança. Seu ideal se espalhou como sementes no ar, vivemos semeando o amor melhor semente não há. Para Raimundo Avelino Alves (Meu avô, in memorian).
Paulo Roberto Avelino de Oliveira
No pensador.ai desde