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Frase de Marcelo Monteiro Mattos

⁠Sonata de quem ama Gostaria de compor o mais belo poema inserido nos acordes do hino celestial, cujas notas aos anjos entregaria. A sonata da vida em cuja alma escrevi, gravei com o sangue que pulsa célere, em palpitar ofegante aos acordes do coração, em movimento rítmico e compassado de dois tempos. Em sístole: quando a alma geme querendo-lhe amar em toda a essência no fulgor da chama que arde e clama, não só desejo simples, vulgar ou animal, também a seiva que se manifesta e nutre o gérmen do plasma, elevando o espírito sobre a carne. Em diástole: Transmutação de uma simbiose fecunda, associação múltipla de fatores sinérgicos entregues ao instinto de busca ao prazer, quiçá o limite tênue de vida e de morte. Energia motriz, agitação; instinto líbido, calor pulsante. Aquece e dilata os corpos, unindo-os ad eterno, à fusão mística, da amálgama gerada e levados ao criador sob a benção de o maior dos poetas que a vida pintou e arquitetou na certeza dos frutos do nosso amor. Eleva a conduta ativa e criadora do ser, em dedilhar harmônico ou desordenado, mas tocado aos acordes de singela sonata, impelida aos anseios de marcação surda do contrabaixo em notas graves, à busca ofegante que palpita aos acordes agudos e ressoa às esferas angelicais.

Marcelo Monteiro Mattos

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Pensador.com

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⁠Poesia Poesia é a mansidão dos lagos, a terra em que nascemos, a desgraça de alguns; a ventura de outros. Tudo é poesia. . . Poesia é a chuva que se precipita para fertilizar a terra ainda seca, indo-se juntar aos córregos, rios e cachoeiras, em busca do mar, ou voltando-se logo a evaporar em camadas de densas gotículas; precipitam e se tornam à noite em gotas de orvalho, acalmando; trazendo a paz e consolando filhos de horas mortas. Na madrugada, a depositar-se nas pétalas, quiçá, primeiras da flor singela, que desabrocha a espargir suave a fragrância, em cujo frescor se mistura ao perfume do campo a atrair pirilampos e joaninhas; abelhas e beija-flor, entre outras vidas, a declamar poesia. Poesia é a mesa do bar onde cada um tem a história de um sonho não realizado. Poesia. . . É a sombra do passado que prenunciou ventura e nos dá no presente nada mais que amargura. É um mundo de incertezas. . . De castelos construídos, aos pés de outros desmoronados

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⁠HOMENAGEM A MINHA QUERIDA PORTELA Sinto a magia do seu encanto No Pavilhão Azul e Branco Da minha querida Portela Conheço suas façanhas Acompanho suas andanças De outros carnavais Meu coração se enche de alegria Quando ouço esta maravilha A sua famosa bateria Acelerando o nosso coração Tens sempre uma bela melodia Que exaltam os seus dias De Majestosa campeã Me embalo em sua casa Famoso ninho da águia Morada de bambas, de sambistas geniais Seus compositores cantam os seus amores Suas Vitórias e dores As sutilezas da vida Na Velha Guarda esta toda a história Sua verdadeira glória Patrimônio de uma nação És razão de muitas vidas Alegria de gente sofrida Mas sempre destemida Que não te abandona Jamais!