Frase de Michel F.M.
Até que a Eternidade nos Imortalize Geralmente quem escreve, O faz de coração, com toda empatia, Inspiração, anseios, desejos, Batimentos e circulação. Nobre sistema cardiovascular, Veias, amores, artérias, paixões, Sístole e diástole atrioventricular. Inervações e toda vascularização, Que este órgão frenético pode comportar. Já Eu, bem, escrevo com meu fígado, Estômago, pâncreas e todo líquido biliar, Ácido gástrico e pancreático, Que seja humanamente possível secretar. Sendo que Ler é repousar em agitação, No açucarado ardume picante. Tão pedante e repetitivo afirmo: Que tudo possui algo de altivo e findante. Enquanto escrever, nada mais é que saltitar, Por entre os fragmentos cortantes De nosso ser estilhaçado, Rumo à friagem acolhedora. Novamente em alto e bom plágio, repito, Nossa firmeza consiste em deslizes. Abastecido de excessivo sentido assim sendo será, Até que a eternidade nos imortalize.
No pensador.ai desde