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Frase de Edson Depieri

DEPOIS QUE A TEMPESTADE PASSAR Depois que a tempestade passar... Que o brilho regressar ao firmamento Vais aprender deverasmente, a dar valor ao vento Vais entender quão grande o frio, te foi um acalento E perceber em pranto, o quanto, o horror te fez orar Que foste aluno compelido, sem o sol voltar a fulgurar Depois que a tempestade passar... Que puderes demonstrar vosso talento Que na orbe então findar, o tal do isolamento Do ambiente impuro, torpe, nefasto e virulento Se rejeitardes graciosa, divina Graça do apartar Terás, então contrito, saudades de amar Depois que a tempestade passar... Vais perceber, quão cristalino está o rio O ar lá fora, o mais puro que já viu Nos animais o sorriso, que a máscara não cobriu Mas a chuva segue, até a quaresma terminar Logo, a natureza viverá, até Jesus Ressuscitar Conhecerás na tormenta, auras que emanam branco-luz Arrevistas, oportunistas e gananciosos vem à tona Que pegam do sensato e do altruísta uma carona E até o “Pão e Circo”, do desprovido, inflaciona A tempestade nos oferta o holocausto numa Cruz Quem acolhe, herda as bênçãos amorosa de Jesus Terás que da intempérie, extrair resiliência Dádivas do amor ao próximo, ao meio, à paz e paciência Pois nunca houve tão bela, vital e nobre consciência Assim, retornar a caminhar, beijar, abraços renovar Trabalhar, agradecer e parar de reclamar... ...depois que enfim, a sagrada tempestade consumar Edson Depieri https://www.edsondepieri.com ⁠

Edson Depieri

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Outras frases de Edson Depieri

SOBERANO A natureza está linda Como peixe no aquário, mergulhado em meu bioma,
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SOBERANO A natureza está linda Como peixe no aquário, mergulhado em meu bioma, Fito os dias exibidos na janela e na tela Dias em que não sabemos o que fazer Dias de saudade de dias apressados Navego em um mundo novo, Com um céu estranhamente azul A natureza está linda, Tudo é abolido, exceto a primavera O inverno começou no verão, E trouxe uma frente que ameaça nossas cabeças O vento forte treme a persiana fechada No pátio da escola uma árvore solitária O canto dos pássaros, antes das notícias recorrentes Uma oportunidade de ver o âmago do espelho Em toda a casa um doce cheiro matinal Na venda falta a carne, arroz, leite, dendê e tucupi Na mesa falta churrasco, virado, queijo, acarajé e tacacá O operário não acessa o concreto no ambiente virtual, E seu ofício é triturar o pão em grão, Ouvindo o pranto silencioso de bocas vestidas, Enquanto o exílio acomoda vidas e seus restos mortais Olho para o invisível com o nome de um planeta errante, Passo o dia a polir a maçaneta, sem usá-la O sol e a lua acariciam ruas vazias, ouço almas Imagino vitrines vazias e um oceano secando em sal A natureza está linda, mas não posso ver, Estou infectado com poesia Posso ter apertado a mão de um personagem do meu livro Eu posso ter beijado os lábios de um destino que sempre me deu as costas Estou infectado com a poesia e sua esperança infecciosa Meu pulmão não tem forças para ecoar na garganta o grito: “Somos um vírus fugindo da fera” A cidade está em apneia, O silêncio é ensurdecedor, ouço minhas veias baterem Com meu corpo inerte, meus olhos cerrados Mergulho num oceano azul, magnífico, Com a máscara de imersão, escafandro e cilindro de oxigênio Preparo minhas melhores armas, armadura e escudos, Pois a flor não corta o ipê O dia lava, a janela degusta alguma luz A arte de viver sempre foi a mesma: “Vem sem ser convidada e parte contra a vontade” A besta provoca e sufoca, É como a aranha que não lhe dá uma chance, Ela sorri e ri de você Faço as pazes com o destino A fera continua e leva a coroa O soberano. Edson Depieri https://www.edsondepieri.com⁠

DIVINA ARTE Gênesis, alfa e ômega do infindo Prelúdio da ciência que a tutela
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DIVINA ARTE Gênesis, alfa e ômega do infindo Prelúdio da ciência que a tutela Para ver de Adão a Eva erigindo Deus duplica o “X” do gene da tsela (Gênesis 2:21-22) Na mitologia, Esculápio foi o Deus Hipócrates, o pai de sua doutrina Merit Ptah, prógona de ofícios teus E Lucas, o Patrono de graça Trina (Colossenses 4:14) Divina é a norma que aduz Galeno Ofício laico e de toda crença De derme prisma, na casta epiceno E de todo arrimo, sem diferença Récipe de Moisés aos Hebreus Arauto de asseio e higidez (Deuteronômio 23:10-13) Máscara e quarentena no mal de Aretaeus (Levíticos 13:45-46) Mundície às secreções e sordidez (Levíticos 15) Assepsia a objetos morbígenos (Levíticos 11:33-34 e 15:12) Aterro de vetor de afecção (Deuteronômio 23:12-14) Dispersão de germes patógenos (Números 19 e Levíticos 11) Da terra se produz medicação (Eclesiástico 38:4) José, no apogeu de contrição Confiou-lhes seu pai à preservar (Gênesis 50:2) Asa de Judá, em mórbida aflição Evocou divina arte à sanear (2º Crônicas 16:12) Jesus, arquétipo de Asclépio Fez hemostase em coagulopatia (Marcos 5:25-34) Sanou de psicose sem remédio (Mateus 17:15) Em isquemia de quadril fez terapia (João 5:8) Curou displasia em nervo óptico (João 9:1-7) Em interfalange, sanou osteoartrites (Mateus 12:9-13) Iátrica sublime em dez morféticos (Lucas 17:13-19) Cardioversão de apnéia a quatro noites (João 11:39-44) O altíssimo, geriu-lhe a sapiência (Eclesiástico 38:1) Sua arte, provém do onipotente (Eclesiástico 38:2) Da sacracidade, a honra da ciência (Eclesiástico 38:6) Dos céus, eflúvios clínicos são latentes (Eclesiástico 38:14) Para cruzar o infesto mar de algia O Fraterno Criador, desde o arrebol Apostolou mareantes com logia A desvelar filhos teus de sol a sol Anjos de amor de alvas fardas Iatros condutor da panaceia Q'em grã-renúncia, em horas tardas Lutam a verter anóxia em eupneia Indubitável ser celeste vosso dom Pois a benção é terapia em poesia A cura, o milagre em sacro tom E o médico, o poeta em maestria Gratulamo-vos por rara devoção Mesmo no calvário de afã rotina Atado ao amor, esmero e afeição O pranto e prece rege-lhes a sina Oh! Sublime Impulso do Supremo Síntese Magistral de Inteligência Concedas bendição do Nazareno Aos Doutores missionários da ciência Edson Depieri www.edsondepieri.com ⁠

⁠TIMONEIRO VIAJOR Sublime impulso divino, evoca ternura inefável O véu do passado se rompe, à sombra do vento eclodir
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⁠TIMONEIRO VIAJOR Sublime impulso divino, evoca ternura inefável O véu do passado se rompe, à sombra do vento eclodir Estrela guia de amor, fulgente persona notável Doces memórias suplantam, pungente saudade a ferir És pássaro livre a planar, garbosa aquarela em coral És peixe no horto do éden, da cor do amanhecer És poesia e viola matuta, de afeição passional És harpa do chamamé, polca e rancheira a tanger És pai, avô e marido, sogro, amigo e irmão És vida pura do campo, um vale de águas corrente És crepúsculo de aurora e ocaso, e noites de solidão És sacra capela, és fé, oração em suplício presente És zelo com o bioma, apogeu de justiça e beleza És o colosso no ofício, o próprio toque de Midas És a estância olvidada, esplendor que raia tristeza Gravura de dias felizes, de juventude esquecida Inelutável sentir sua falta, quando tudo memora você Dispõem cicatrizes latentes que manam de fados velados Afeto insurge aos olhos, entranha à alma e a gente não vê Prenúncio de alegre delírio, de retro visor encantado Caro me custa aceitar, a dor que desatina e abrasa Nutre em mim um rancor, do romper do negro manto Inverno transpõe primavera, e como abrolho o amor arrasa E de ti, atroz outubro, ódio e ira se comuta em pranto Sigo perene tormento, atos de mancebo penitentes De entender-me ser feliz, com refutada tardança Quisera dispor novos azos, rogo ao onipotente Qual pólen ao pé da flor, junto a ti uma criança O vento desnuda a flora, ramalham as folhas no ar Liras quimeras esvaem, no desabrochar da aurora Espuma das águas do flume, se dissipam no mar Só o amor não consuma, essência divina de outrora Oh! Meu Deus, perdoai! Bradei Senhor em devaneio Profanei em sonhos de ventura, cantos de vã melodia Ao sorver o agre do fel, e me ver amputado o esteio Senti brumal despedida, transverter em cruel nostalgia Mas o âmago da criação, de amor e eterno luzir Face ao lampejo dos círios, fez fulgurar minh’alma Levou-me o coração desvairado, fez desalento exaurir Embucei o meu prantear, me fartei de saudade calma! Agradeço ao Arauto de paz, o privilégio auferido A progenitura afetiva, fruto de nobre etnia Âncora na tempestade, secular precetor erudito Comandante de sua estirpe, estrela de epifania Prateado céu da idade, dourada índole jubilosa Prematura ceifa no jardim, orfanando frutos nativos Dissipando eflúvios de amor, ofuscando áurea luminosa Recôndita presença ditosa, prelado de olhar cativo Cruzastes trilhas e montes, trechos unidos cursamos Novos nautas te escoltam, no cosmo que ora senda Marchamos prantivos por ti, segues como estamos Padece quem fica aqui, sofre mais quem se ausenta Perde sua descendência, patriarca de exímia essência Esmói coração em estilhas, pedras e espinhos a calcar Mas logra anjo de luz, astral de aurifulgência Pedras lajeiam o caminho, espinhos são rosas a brotar Protetor celeste supremo, converto em prece o recital O rogar do peito extravasa: Envolve em manto sagrado! Consente regaço luzente, esplandece a rota do naval Bênçãos em teu recomeço, no lar de etéreo estrelado Destas veredas ao certo, segues zelosa oração Que eternamente versaste, aos filhos teus com ardor De amparo, alento e carinho, bonança e sublimação Com excelsa fonte de fé, dossel de alvo resplendor Em sacra vigília de guerra, iminente corona a raiar Deus recrutou ao flagelo, soldados de sua falange Nosso anjo da guarda, convocastes a batalhar Em coro os céus regozijam, a família do eleito plante Capitão meu capitão, o bom timoneiro viajor Aguardo ansioso o dia, do reencontro fraterno O brado da proa da nau, ”rema meu remador” Te amo hoje e sempre, meu amigo paterno Edson Depieri https://www.edsondepieri.com/

ALIANÇA Invisível é a flama que arde na troca do olhar DIvino é o enlace das almas no beijo de saudade
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ALIANÇA Invisível é a flama que arde na troca do olhar DIvino é o enlace das almas no beijo de saudade MeIgo e doce abraço, és o terno arauto de felicidade Oh! lInda jóia, devotada em minha vida a apaziguar Verde oLhar, preciosas esmeraldas me encantaram Nas caudaLosas ondas, lapidados guilhões de metal louro Suaves pétaLas alvo-luz, envolvem e adornam igual tesouro Torpes laços, Linde beleza que minhas quimeras cobiçaram O Amor é uma doMinante centelha, que o venturo norteia Transcendem as priMaveras, tormentas e o eterno porvir Nossas memórias perManecem, legadas ao afeto que semeia Frutos, que de ti, graciosA flor, d'alma vossa raiou e descendeia Em teus braços oh! virtuosaA, lânguido descanso ei de dormir És desvelo, esposa e amante, te Amo além do anel que nos laceia Edson Depieri https://www.edsondepieri.com ⁠