Pular para o conteúdo

Frase de Anne Valladares

⁠A mulher encantada subia a calçada estava descalça e desfigurada Ela no entanto caminhava com rebeldia enquanto se mexia Seu corpo e todo seu molejo era feito um sacolejo Querendo voltar a ser menina lembrando das pernas finas.

Anne Valladares

No pensador.ai desde

Fonte e informações de autoria

Pensador.com

Abrir fonte original (abre em nova aba)

Outras frases de Anne Valladares

⁠Estou na nuvens, estou nos dias, e sou ventania. Entre montanhas, terra e ar encontro meu habitar. Escrevo no céu, penso em cordel como uma forma de me declarar.
Continuar lendo

⁠Estou na nuvens, estou nos dias, e sou ventania. Entre montanhas, terra e ar encontro meu habitar. Escrevo no céu, penso em cordel como uma forma de me declarar. Espero no tempo, com muito sentimento, um jeito de extravasar.

⁠-Eu queria era ser vista com uma roupa mais bonita para ser chamada de Margarida. -Sol escaldante queima a minha pele, sinto que algo me fere e me repele -Sinto meu corpo passar no agito da cidade e ninguém o notar.
Continuar lendo

⁠-Eu queria era ser vista com uma roupa mais bonita para ser chamada de Margarida. -Sol escaldante queima a minha pele, sinto que algo me fere e me repele -Sinto meu corpo passar no agito da cidade e ninguém o notar. Será que sou transparente ou não existo ao passar?

⁠Ruas escuras percorro nas sombras da noite um alvoroço. Viver nessas ruas sem poder circular inteiramente nua, sem pressa e sem meta é falta de alegria, igual a uma epidemia. Mesmo assim eu insisto em sair na rua, pois cada canto tem um cheiro, um ar e um apelo.
Continuar lendo

⁠Ruas escuras percorro nas sombras da noite um alvoroço. Viver nessas ruas sem poder circular inteiramente nua, sem pressa e sem meta é falta de alegria, igual a uma epidemia. Mesmo assim eu insisto em sair na rua, pois cada canto tem um cheiro, um ar e um apelo. Lá naquela casa que moro, sou apenas mais um corpo. Ninguém fala, quando falo, ninguém me escuta, estão todos sem astúcia.

⁠-Sou migrante, sou nordestina, e na minha pele marcas grossas e finas. -Sou mulher, sou feminista, sou a força imperativa. -Sou às vezes de aço e no meio do percurso eu me rasgo…
Continuar lendo

⁠-Sou migrante, sou nordestina, e na minha pele marcas grossas e finas. -Sou mulher, sou feminista, sou a força imperativa. -Sou às vezes de aço e no meio do percurso eu me rasgo… -Sou mestiça embora ninguém o diga pois tenho a epiderme branca e fina, por onde passo, causo às vezes furor e embaraço. -Sou premiada por ter sobrevivido a um acidente nas articulações condilares, articulares. E o que eu não sabia era que tudo isso causa ainda imensa agonia. -Que diria eu de meu povo nordestino, que não tem pão mas sobrevive sem fazer sermão. -Sou escuridão que alumia na maior ventania. -Sou o grito no silêncio sem as minhas crias. -No meu abrigo eu me agito, sou causa e sou conflito.