Frase de EdsonRicardoPaiva
Eu me olho no espelho Refletido pela luz da velha porta Impregnado e morto Nos olhos do poeta que não mais existe Eu me molho na chuva Refletida na luz da janela Aquela, que se abria em agosto Nos dias de agostos passados Me despeço, me peço um abraço Pergunto por que foi que me deixou partir Por que foi que não passaste a velha porta E guardaste a criança que eu era Refletida na luz da janela Que se fecha em agosto Me pergunto por que não se vai Nem me deixa partir Que se queixa em meus sonhos Por eu ter partido É que o tempo corre noutra direção Quando se sonha Depressa como uma flecha E passa pela porta que nunca envelhece E voa pela janela que nunca se fecha De um agosto que não se acaba O poeta que me busca e não se acha À luz que meus olhos ofusca No espelho que não te reflete. Edson Ricarrdo Paiva.
No pensador.ai desde