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Frase de Hermerson F.

A minha solidão entra em constante contato com aqueles que não pedem pra senti-la. E isso se deve ao meu silêncio em resposta – se compreendes essa fadiga que de humana não tem nada, é mesmo espectros de um animal ao qual desconheço – e somente em resposta poderia se ter silêncio. A pergunta era muda e a resposta vinha clara. Consciente. Acho racionalidade coisa besta, coisa de quem não foi tocada lá no fundo, lá no imaterialissimo, julgadissimo, veracíssimo, sincericidissimo e põe issimo ai, porque é assim que as pessoas clareiam as coisas: Sentindo racionalidade nas veias. Não funciona. Sou mesmo bicho besta que cai encima do emotivo e é somente pra isso que existe homem e mulher, homem e homem, mulher e mulher... Pro amor. Tem coisa mais bonita do que sair de si, do que enxergar que amor é perceber e crer que não da pra fugir do gostar? Não gostar por que tem que gostar. Gostar por gostar, gostar por cai em desenfreada no pensar, gostar porque gostar é humano e imaterial, gostar porque se ama e é amado. Gostar porque gostar faz parte do viver, conviver e do aprender. Racionalidade mesmo é coisa de gente fraca, ponderada, medrosa. É coisa de quem mede conseqüências e atitudes pro amor. O amor é intensidade e não racionalidade, não se trata de medidas, amor é vida e não cálculos.

Hermerson F.

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Pensador.com

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Outras frases de Hermerson F.

Depois: Depois! È ai que o mundo para, que as cordas vocais desandam, que as paredes ficam mudas, que o dia vira noite, que o sol quente me deixa com frio. E é só depois.
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Depois: Depois! È ai que o mundo para, que as cordas vocais desandam, que as paredes ficam mudas, que o dia vira noite, que o sol quente me deixa com frio. E é só depois. Depois de ter você, eu não lembro de muita coisa. Eu sei que tenho de seguir em frente e deixar o que passou, mas é que eu não sei sabe? Eu não sei como olhar pro mato seco e fingir que não estou ali. Fingir que eu estou bem. Eu não sei ser assim. Não sei fingir, não sei ser o que não sou. E depois eu não quero que essa dor aqui que me assola como bolo murcho passe. Eu não quero ter de dizer “tchau”, então eu me grudo no mínimo vestígio de presença, no mínimo agudo que soa da sua voz, assim, na minha mente. Eu puxo tudo isso pra mim, esse bocado que eu não quero que saia e eu vou me confundindo, errando, solando, passando, deixando... Mas, eu volto. Volto porque não sei o que é suficiente, insistente de verdade. Eu sei do antes, não do depois. Eu sei do agora, não do amanhã. E assim eu vou me prendendo nisso, nisso que eu chamo de depois. E depois de ter você, pra quê? (...)

Eu e minha cara lavada não fomos existidas pra amar – existida porque feita é coisa propicia na minha concepção –, acho que foi mesmo mal feita, mal concebida, interrompida, inerte a valer insípida. Ando cansado dessas minhas procuras infindas por coisas já ditas por um fim. E nã…
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Eu e minha cara lavada não fomos existidas pra amar – existida porque feita é coisa propicia na minha concepção –, acho que foi mesmo mal feita, mal concebida, interrompida, inerte a valer insípida. Ando cansado dessas minhas procuras infindas por coisas já ditas por um fim. E não é que tudo se equivale disso? Inicio, meio e fim. Tem coisa que nem começa e acaba. Tem coisa que começa no fim, ou até mesmo coisa com meios contidos. Eu não entendo como querer o outro possa ser tão mais importante do que querer a si mesmo. Eu sei que querer alguém ao seu lado é coisa bonita, coisa inspirada, coisa que se vive. Mas, acho errado. Talvez porque eu ande com os buracos todos abertos pedindo pra sarar ou até mesmo por que eu ande tão vazio e sem nada a oferecer que perdeu a graça. E vou vivendo porque mais cedo ou mais tarde se morre. Não tenho coisas pra contar, nem filhos para que contem por mim. Não tenho uma vida social anti-métrica, tenho mesmo esses fios de linha puída que vão se desgastando, assim como eu mesmo to indo. Indo por que saudade não me falta, aperto brusco, evasivo, confuso. Indo porque é mais fácil empurrar com a barriga do que se meter a besta e ficar parado, to indo porque não tem pra onde voltar, vou indo... Hora dessas eu paro, paro num canto escuro e deixo de lado tudo isso. Hora dessas eu desisto e por vez ou outra te olho no escurinho só pra ter certeza que passou, doeu...

Quem sabe quanto tempo dura pra curar uma saudade? Quem sabe quanto tempo leva um chamego, um beijo, Um abraço e a maldita dor de cotovelo?
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Quem sabe quanto tempo dura pra curar uma saudade? Quem sabe quanto tempo leva um chamego, um beijo, Um abraço e a maldita dor de cotovelo? Quem sabe quanto tempo o tempo leva pra passar? Ou até mesmo quanto tempo o tempo tem pra morrer? Quanto tempo tem eu, tem você, tem nós? Tem tempo ai, tem tempo cá, tempo lá, tem tempo. E o tempo passa sem hora pra chegar ou sair, Pois tempo existe, tempo consiste em deixar de ferir, Certeza essa eu tenho, que um dia se acaba trazendo um novo amanhã. Mas, quanto tempo tem pra matar minha saudade? Quanto tempo tem, com você longe de mim? Tempo não para. Vida minha passa e eu não consigo passar...

Por você: Eu não sou esse que te toca e que você vê. Não sou esse que te assusta ou te traz pra perto.
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Por você: Eu não sou esse que te toca e que você vê. Não sou esse que te assusta ou te traz pra perto. Não sou esse que você sente que abraça, que beija, que fica. Eu sou esse que te olha fixamente nos olhos todos os dias, sem deixar vestígios. Eu sou esse que sonha, que espera, que fica contente com a tua felicidade. Eu sou esse que adormece enquanto cruza os braços e vê que o seu pesadelo passou. Eu sou esse que espera o seu melhor, que te dá forças, que se encolhe todo quando não tem o que oferecer. Eu sou esse. Esse e só esse. Esse que embora nada diga tudo faz por você, tudo mede por você, tudo sonha por você. Tudo cobra de você. Esse que te olha à distância e que sente calafrios em te ter por perto, não as borboletas, mas os dragões no estomago porque é um fogo que não queima, mas não deixa parar de ferir. E sou esse, que te olha do alto e vê você passando. Esse que te espia na espreita, na calada. Esse incansável. Esse que bem lá de longe só quer te ver sorrir.