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Frase de Carruna Maral

Intermitente Saudade do presente Não há, certamente Porque, nesse tempo Tudo é passado Insanamente Há quem transporte para frente Mas como transportar para o inexistente? Certamente, um demente Num desarranjo mental O enfermo morreu Transpondo na faísca do presente Um passado de futuro idealizado Incólume da realidade externa Não percebeu suas projeções Resgatadas no sopro da vida Imediatamente devolvidas ao passado Falemos, então, dos vivos-ainda-vivos Com a centelha do presente divino Acessam os registros dos retratos do passado E criam a expectativa de mais uma chispa para si Dentre estes, os prudens Detentores do elementar dos sábios Em constante aspiração Potencializam a expectação Agora, falemos do hoje O hoje não existe; alias, nem o presente Quimera para unir a fagulha da vida E os recentes registros do passado A saudade… sublimes lembranças – mera abstração Gatilhos à espera de um estímulo A droga é liberada Passa; surge então a abstinência Os tempos verbais são artifícios O passado, passou O presente é um presente – é a centelha divina da vida O futuro é a expectativa de um novo presente Na eternidade, o permanecer cessa Quando cessa a centelha O retornar surge Quando surge a centelha Talvez sejamos vaga-lumes A piscar numa constante No apagar de cada instante Infinitos flagrantes.

Carruna Maral

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Pensador.com

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O senhor Seja breve Caro andante
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O senhor Seja breve Caro andante Apressa-te! Amanhã Caro lépido Grande vertiginoso Depois e depois Fugaz catatônico Súbita morte E tu? Caro indolente Apressa-te! Como ousas? Volte ao labor Caro senhor.

Excelso Quisera eu Nestes verdes aromas
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Excelso Quisera eu Nestes verdes aromas Ter o teu Misturado ao meu E os filhos teus Filhos meus E tu Quisera eu Nossa prole a brincar Juntos a correr Neste jardim Quisera eu Ao dormirem Teu cheiro é meu E eu sou teu Quisera eu Cuidar de vós E vós de mim Neste jardim Quero sim.

Eternidade O fim do fim Início do início
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Eternidade O fim do fim Início do início É o início Onde inicia o início E termina o fim O início do início Fim do fim É o fim Onde termina o fim E inicia o início O fim do início Início do fim É o início Onde inicia o fim E termina o início O início do fim Fim do início É o fim Onde termina o início E inicia o fim E dentre tudo isso, deve haver tudo isso E nisso tudo, tudo isso E disso tudo, pouco entendo E no intento, me arrebento Enfim, deve haver algum fim.

Nada-Tudo Nada quer dizer nada Tudo quer dizer tudo
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Nada-Tudo Nada quer dizer nada Tudo quer dizer tudo Dizer tudo pode ser nada Dizer nada pode ser tudo Nada pode ser verbo Verbo pode ser tudo Dizer tudo pode ser verbo Dizer verbo pode ser nada Seja tudo ou seja nada Diga nada ou diga tudo Tudo pode ser nada Nada pode ser tudo.