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Frase de Mirla Cecilia

⁠Quando eu era bem jovem, criança mesmo, aprendi a andar de bicicleta no coroadinho, onde morei por um tempo. Não costumo lembrar de muita coisa, mas lembro que andar de bicicleta me fazia muito bem. Eu esquecia as coisas tristes da minha infância, as ausências, a confusão emocional que havia sobre o tema *Família*. Advinhem o que aconteceu um tempo depois? Eu me acidentei. Na casa da minha vó, no São Cristóvão, um lugar incrível para uma criança, lugar que nos rodeava de natureza e diversão. Caí alguns metros a baixo e bati a cabeça sobre uma bananeira macia. O motivo da queda? Eu havia ganhado uma bicicleta que era enorme pra mim. Me desequilibrei em um precipício de tabatinga e caí. Eu fiquei traumatizada e advinhem? Deixei de andar de bicicleta, já tentei várias vezes reaprender a andar e nunca consegui. É estranho e um pouco irônico…vindo de uma pessoa que sabia fazer manobras tipo bike Cross. Mas eu já decidi que vou perder o medo (que as vezes parece bobo) e o nervoso que sinto quando tento usar uma bicicleta. Conto isso para que algumas pessoas entendam que eu ando ocupada demais tentando me reinventar. Que esse exemplo é simplório, que eu estou tentando me reconstruir de quedas como essa, só que maiores. Que possuem motivos que de acordo com a história pessoas não querem saber. Então eu peço que se você não pode me entender ou me estimular, não seja um precipício na minha vida. Tem pessoas que escolhem as coisas ruins. Tem pessoas que desde que se entendem por gente são ruins. Mas será que elas não estão tentando melhorar? Eu espero que sim. Todo mundo tem seus precipícios, mas não precisamos ser mais um para ninguém e isso sim é uma escolha. 🌻

Mirla Cecilia

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Fonte e informações de autoria

Pensador.com

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Outras frases de Mirla Cecilia

⁠A falta de gentileza é como um céu nublado que vai cobrindo o sol aos poucos, sem pressa, até que você percebe que o calor se foi. Ela chega silenciosa, como se fosse nada, mas é um nada que pesa, um vazio que ecoa. É como andar descalço por um caminho de flores e, de repente, s…
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⁠A falta de gentileza é como um céu nublado que vai cobrindo o sol aos poucos, sem pressa, até que você percebe que o calor se foi. Ela chega silenciosa, como se fosse nada, mas é um nada que pesa, um vazio que ecoa. É como andar descalço por um caminho de flores e, de repente, sentir o espinho que você nem viu crescer. Seria tão simples, não? Oferecer uma palavra doce, um sorriso que ilumina, como quem abre a janela e deixa o sol entrar. Mas, quando não se faz, o dia esfria, as cores desbotam, e a alma parece encolher. A falta de gentileza é essa ausência que raspa de leve, um vento que vai secando as folhas de dentro, até que, sem perceber, estamos áridos. E o mais curioso é que ela corta em dois tempos, como uma dança mal ensaiada. O primeiro golpe é no outro — aquele que esperava uma ponte e recebeu um muro. O segundo, mais sutil, vem de volta, atinge quem a nega, porque negar gentileza é como negar água a si mesmo enquanto atravessa o deserto. No fundo, é assim: a vida vai se tecendo entre gestos pequenos. E cada ato de gentileza é como uma linha de seda que segura o tecido firme, evitando que ele se rasgue. Quando falta essa linha, o tecido da convivência vai se desfazendo, ponto a ponto, até que o vento leva tudo. @poeticainterstelar

O ser humano costuma forjar-se. Na perspectiva de se auto afirmarem melhores e merecedores, surge uma forma desigual sobre outros. Então, somos tudo que queremos afirmar? É ausente a balança mediadora de escolhas e sentimentos tão baixos e estúpidos.
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O ser humano costuma forjar-se. Na perspectiva de se auto afirmarem melhores e merecedores, surge uma forma desigual sobre outros. Então, somos tudo que queremos afirmar? É ausente a balança mediadora de escolhas e sentimentos tão baixos e estúpidos. Mas o que é ser estúpido? É Saber demais das teorias e não exercê-las? Ou é zombar da nossa condição, limitação e veracidade? Para que serve o nosso intelecto sem a maçã do limiar que há em existir imperfeito? Devo aproveitar-me de minha imperfeição para castrar meu estado existencial? Pra que se vestir de tanta estupidez e arrogância? Se nada terei no universo sem sombras de dúvidas.. Ninguém deve pertencer ao inferno. Mas instintivamente, perde-se muito da vida criando sementes daninhas e que geram frutos. Para que serve a vida, se não noiva-la com a gratidão e generosidade?