Pular para o conteúdo

Frase de Wesley Nabuco

Alzheimer Dês dos tempos que escrevia, sempre via as palavras me dizer:- Joca, o que mesmo que tu ia dizer? É dificil me entender, faz anos que lembro e esqueço tudo que ia fazer Meu amor, Meu amor, faz tempo que te digo, eu te amo, disso eu não posso me esquecer Já é nosso vigésimo namoro, sem contar os casamentos, e ainda amo você! Dês dos tempos que escrevia, sempre via as palavras me dizer:- Joca, que moça bonita, acho que deve te conhecer! Fui da um cheiro na morena, coloquei fogo na lenha, e quem acabou lenhado foi eu Joca dizalembrado Engraçado que aquela morena todo dia vinha me ver, falou que a gente namorava Falava de casamento, procurei os documentos, e pensei por um momento, eu já vi esse documento! Escrevia dês dos tempos, dês dos tempos que escrevia, a palavra não morria e sempre me dizia:- Joca, você ama a Maria! Nunca soube fazer poema, nunca vivi de dilema, Maria vivia, Maria vivia, mas morreu naquele dia Meu coração sempre lembrou do sorriso de Maria, batia sempre da mesma maneira ao ver aquela morena Mas de tanto lembrar dela, nunca pudi esquecer, que um dia, Maria morreu, mas tem algo que ainda vive, tem algo que ainda lembro, não esqueci por um momento de mostrar a Maria, meus sentimentos.

Wesley Nabuco

No pensador.ai desde

Fonte e informações de autoria

Pensador.com

Abrir fonte original (abre em nova aba)

Outras frases de Wesley Nabuco

Mistura Versão 3 - Completa. Nordestino (Nordeste de minha lembrança, o tempo leva a chuva, a união sustenta o tempo com a mistura das peles.
Continuar lendo

Mistura Versão 3 - Completa. Nordestino (Nordeste de minha lembrança, o tempo leva a chuva, a união sustenta o tempo com a mistura das peles. Saboreio a eternidade cultural, prestígio a saudosa tribo! União...união, lembranças da escravidão, índios e seus espelhos refletindo os medos. No aperreio do memorar a seca veio de morar, meus olhos vieram a alagar por Kariris e irmão Aduke. Lembro e cuido da minha amada lembrança, bumba e seus barulhos a passar.) Negro e Índio (A união do pensamento e do olhar, minha pele, meus cabelos, minha liberdade, nessa luta nos unimos, em cultura viramos mis-tu-ra! Brasileiros...Brasileiros em espirito... guerreiros que foram trazidos, exportados, destruídos!.) Nordestino ( É, ainda posso ouvir-los minutos antes de se erguerem para entrar na história.) Índio ( Grito do meu povo refletido nos olhos de uma pálida pele portuguesa.) Negro ( Chicotes e gemidos de minha mãe! Na dança, no batuque, escuto a voz de meu pai :- Resistance . Oxalá traga à paz. ) Nordestino ( Passa boi, passa boi-bumba, enquanto dançam os chamados mulambos, gritam os pardos em cima dos galhos.) Negro e Índio ( Cante em meu peito liberdade! Cante nos rios e nos mares! Cante em meu peito cultura, me sustento em teu seio enquanto prematuro!) Nordestino ( Meus pés gritam para Deus, porque tirou de um filho seu a água que banha a vida? Minha luta, minha labuta, o pensamento embebeda, os olhos escorrem meus molhados pingos.) Negro ( Mãe! Deixe passar o boi! Deixe o boi passar! Festeje essa dor, alegre-se pelo que a de mudar.) Índio ( Anauê Arebo. Salve a cada dia. ) Negro (Ṣaaju ki ọjọ to pa ọ. Antes que o dia te mate.) Nordestino. ( Antes que o tempo lhe leve, sem te tornar PARTE.)